Dólar à vista sobe à espera de corte de gastos

O presidente Lula defende que o ajuste não recaia apenas sobre os mais pobres e cobra contrapartidas do Congresso e empresários. Haddad prevê a conclusão do...

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Por Agência Estado

O dólar opera em alta leve no mercado à vista na manhã desta quinta-feira, 7, após forte queda na quarta-feira. Investidores ajustam posições após as falas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o plano de corte de gastos, no começo da noite ontem.

O presidente Lula defende que o ajuste não recaia apenas sobre os mais pobres e cobra contrapartidas do Congresso e empresários. Haddad prevê a conclusão do plano fiscal até o fim da manhã e a necessidade de uma PEC e projeto de lei complementar, mas diz que as propostas podem ser apresentadas antes aos presidentes da Câmara e do Senado. Ou seja, a aprovação e anúncio dependeriam do apoio do Congresso às medidas.

O destaque no exterior é a decisão sobre juros do Federal Reserve (16 horas), com entrevista do presidente da instituição Jerome Powell (16h30). Aqui, o Tesouro faz leilões de LTN e NTN-F (11h30), após decisão sem surpresas do Copom, com o aumento de 50 pontos-base da Selic, a 11,25% ao ano, sem dar guidance e condicionando os próximos passos à apresentação e execução pelo governo de um pacote fiscal robusto.

O ajuste de alta do dólar ante o real é contido por possível ingresso de fluxo comercial no mercado à vista, após alta de mais de 2% do minério de ferro em Dalian. Dados da balança comercial da China foram positivos em outubro e há especulações sobre possível lançamento de um pacote de estímulo fiscal potente após o fim da reunião semanal do governo, amanhã.

Além disso, os rendimentos dos Treasuries apresentam relativa acomodação e o dólar recua ante maioria das moedas emergentes e principais, após subirem com força na véspera reagindo à vitória de Donald Trump na eleição presidencial norte-americana. O republicano tem planos com potencial inflacionário, como corte de impostos e protecionismo comercial com aumento de alíquotas de importação, em especial do México e China.

Às 9h35, o dólar à vista subia 0,47%, a R$ 5,7028. O dólar para dezembro cedia 0,21%, a R$ 5,7150.

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