Tesouro: Parcela da DPF corrigida pela Selic cai para 45,33% em setembro

Os títulos remunerados pela inflação também aumentaram, para 27,25% do estoque da DPF em setembro, ante 26,43% em agosto. Os papéis cambiais oscilaram a participação na...

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Por Agência Estado

A parcela de títulos da Dívida Pública Federal (DPF) atrelados à Selic, que está em 10,75 a.a., caiu em setembro, para 45,33%. Em agosto, estava em 46,85%. Já os papéis prefixados subiram, indo de 22,20% para 23,01%.

Os títulos remunerados pela inflação também aumentaram, para 27,25% do estoque da DPF em setembro, ante 26,43% em agosto. Os papéis cambiais oscilaram a participação na DPF de 4,52% para 4,41% no mês passado.

O Tesouro Nacional anunciou em setembro uma alteração no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2024 para acomodar um aumento da participação de títulos atrelados à Selic na composição total da DPF. Esperava-se que, neste ano, esses papéis atingissem participação de 40% a 44%, mas agora poderão ficar entre 43% e 47% até o fim de 2024.

O órgão reduziu ainda os intervalos de participação dos títulos prefixados e das Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), que são títulos com rentabilidade atrelada à inflação. O novo limite determinado para os prefixados (LTN e NTN-F) será de 22% a 26%, ante a variação entre 24% e 28% prevista no plano inicial. Já os títulos corrigidos pelo índice de preços terão participação entre 25% e 29% do estoque. Na projeção inicial, esses papéis deveriam variar entre 27% a 31% até o fim do ano.

Para os títulos atrelados ao câmbio, o Tesouro manteve o intervalo de participação entre 3% e 7%. O órgão também não alterou o prazo médio, que deve ficar entre 3,8 e 4,2 anos, e preservou o intervalo para os títulos com prazo vencendo em 12 meses entre 17% e 21%. Do mesmo modo, o estoque da DPF deve continuar entre R$ 7,0 trilhões e R$ 7,4 trilhões.

No relatório de hoje, o Tesouro informou ainda que parcela da DPF a vencer em 12 meses apresentou aumento, passando de 17,69% em agosto para 17,84% em setembro. O prazo médio da dívida teve alta de 4,11 anos para 4,18 anos, na mesma comparação. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF caiu 11,08% ao ano para 10,80% a.a. no mês passado.

Pelo segundo mês consecutivo, o Relatório Mensal da Dívida Pública (RMD) não apresentou informações sobre o perfil dos detentores da dívida pública nem dados referentes à reserva de liquidez – o chamado “colchão da dívida” -, devido à greve dos servidores do órgão.

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