
Após duas tentativas, Marcio Pacheco se diz pronto para assumir a Prefeitura de Cascavel
De Vereador à Deputado Estadual, Pacheco quer superar vice colocação em 2016 e 2020 e ser eleito Prefeito da Capital do Oeste ...
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Por Fábio Wronski
Nesta última semana antes da eleição, a CGN entrevistou o deputado Marcio Pacheco, candidato à Prefeitura de Cascavel. O objetivo da conversa foi esclarecer algumas questões sobre os projetos e projeções do candidato caso seja eleito para o Paço Municipal.
Em 2012, Márcio Pacheco foi eleito vereador em Cascavel, no ano seguinte, assumiu a presidência da Câmara Municipal. Durante seu mandato como presidente, teve a oportunidade de assumir a Prefeitura de Cascavel interinamente após o afastamento do então prefeito Edgar Bueno, que enfrentava problemas jurídicos.
Em 2014, Pacheco foi eleito Deputado Estadual, recebendo 24.855 votos. Dois anos depois, em 2016, participou da disputa pela Prefeitura de Cascavel, onde obteve o 2º lugar com 33,43% dos votos, totalizando 56.260 votos.
A trajetória na Assembleia Legislativa não parou no primeiro mandato, sendo reeleito em 2018 com 39.323 votos. Em 2020, Pacheco novamente se lançou à corrida pela Prefeitura, mas ficou em 2º lugar mais uma vez.
Já em 2022, Pacheco fez história ao ser reeleito deputado estadual, tornando-se o primeiro cascavelense a conquistar um terceiro mandato consecutivo, obtendo 36.423 votos, dos quais 14.094 foram em Cascavel, representando 8,18% do total.
Durante a entrevista, Pacheco abordou diversos temas, incluindo sua experiência política, suas ações e posições, suas alianças partidárias e seus projetos futuros. Ele também respondeu a perguntas sobre sua breve passagem pela prefeitura de Cascavel e sobre a polêmica troca de secretários que ocorreu nesse período.
Pacheco defendeu suas ações como prefeito interino, afirmando que as mudanças que fez foram necessárias e que repetiria as mesmas ações hoje. Ele também destacou sua maturidade política, adquirida ao longo de três mandatos como deputado estadual.
“É até bom você ter feito essa pergunta, porque muito se especulou e muito se mentiu em torno dessa atitude, dessa situação que teve. Primeiro, fiquei dois dias como prefeito de Cascavel, mas não havia perspectiva de retorno do então prefeito Edgar Bueno à prefeitura, era um afastamento judicial, uma cassação do registro da candidatura dele, que poderia ter ficado três meses afastado, quer dizer, eu poderia ter ficado com o prefeito muito mais tempo até que o então, o outro Lemos, assumisse ou houvesse uma nova eleição. Acontece que ele conseguiu uma liminar na justiça e retornou dois dias depois, e aí se falou que houve atitudes que alguns consideram como irresponsáveis, o que não é verdade, o que aconteceu naquele momento? Eu entrei sem saber quanto tempo eu ficaria, cheguei na prefeitura e falei, gente, eu sendo prefeito, eu preciso de ter três espaços que são da minha inteira confiança, quais eram? A procuradoria geral do município, a procurador tem que ser alguém da minha inteira confiança, a finanças e a comunicação, essas três, procuradoria jurídica, finanças e comunicação, isso tem que ser da minha confiança, não tenho nada contra quem estava lá, mas não eram meus aliados, a gente tinha um enfrentamento entre a nossa caminhada política e o então prefeito Edgar Bueno, e a gente fez essa troca dessas três secretarias, nesse momento os demais secretários e diretores espontaneamente, ou organizado, planejado com o próprio prefeito que eram aliados dele, do Edgar na época, eles vieram apresentar uma carta, que eu tenho a carta até hoje, é uma cópia da carta, com a assinatura de todos eles solicitando a exoneração, eles solicitaram a exoneração, quando o assessor que é comissionado solicita a exoneração, você não tem como falar, você não vai sair, ou seja, ele pede a exoneração, é obrigação do gestor público assinar a exoneração, e eu assinei a exoneração como dever que eu tinha que fazer, e aí criou-se toda uma especulação de que eu tinha feito uma alteração, substituindo todo mundo, mas não foi verdade, eu pedi para substituir três cartas, os demais pediram a exoneração, tem a carta até hoje, então não houve nada de estranho na minha postura, que hoje eu faria de novo a substituição das três, evidentemente eu faria financeiro, imagina como é que eu vou deixar no financeiro alguém que não é da minha confiança, no jurídico, mas hoje, não resta dúvida, não por conta dessa situação, mas hoje, dez anos depois, já no terceiro mandato como deputado, evidentemente que a maturidade política hoje é muito diferente, embora que nesse momento eu acredito que a minha ação foi razoável, foi correta naquele momento, mas hoje, minha maturidade política hoje é outra, três mandatos de deputado, a gente está muito, estou me sentindo muito preparado para ser o próximo prefeito de Cascavel, se assim Deus quiser, e o povo ratificar na unha, porque quem manda é o povo”
Apoio de Eduardo Bolsonaro
Quando questionado sobre sua posição política, Pacheco afirmou que suas ações e posições falam por si e que ele representa a direita em Cascavel. Ele mencionou seu apoio ao presidente Bolsonaro durante as eleições de 2022 e a parceria com Eduardo Bolsonaro.
“A verdade é o seguinte, não é nem questão de se posicionar, é uma questão de ações, de fatos. Eu tive em 2022, sou o único candidato a prefeito que estive com todos os meus materiais e em vídeo no primeiro e no segundo turno fazendo campanha para o presidente Bolsonaro. A outra candidatura que hoje se apresenta aí no 22 nunca teve qualquer tipo de protagonismo em defesa da candidatura do presidente Bolsonaro, nem Cascavel. Temos o sobrinho de sangue do presidente Bolsonaro, que é o Léo Bolsonaro, que veio para Cascavel para ser candidato na nossa chapa, por entender que a gente de fato representa esses valores, esses princípios que alicerçam a direita, que são os fundadores do movimento Direita Cascavel, o Alécio, o próprio Waldir , que é o presidente do PP, e tantos outros que estiveram lá no começo, onde eles estão? Na nossa campanha, o presidente Bolsonaro veio a Foz do Iguaçu, veio a Assis, Chateaubriand, Marechal, acho que não é em Cascavel, porque não encontra em Cascavel, na candidatura que está no 22, qualquer eco, qualquer sintonia com o que o presidente representa. Em compensação, o filho do presidente Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, veio a Cascavel, ficou aqui um dia inteiro, posou em Cascavel e esteve ao lado nosso, na nossa campanha, dando sinais muito claros de que lado ele está defendendo. Então, para mim, é uma grande honra, não é questão de se posicionar e falar que eu sou isso, não, as minhas ações e as minhas posições falam por mim. Então, para mim, está muito fato, muito claro isso, quem representa Direito de Cascavel é o nosso grupo, o nosso projeto.”
Troca de partido e aliados
Pacheco também falou sobre sua troca de partido para disputar a eleição e negou que tenha perdido apoios por causa disso. Ele afirmou que, pelo contrário, a mudança lhe deu mais força e que conta com o apoio de importantes figuras políticas.
“Pelo contrário, minha esposa sempre diz, amor, nós somos de fé, a gente vive a nossa fé com muita firmeza, muita confiança na vontade e na graça de Deus. Ela sempre fala, amor, se Deus não quiser alguma coisa na nossa vida, nós também não devemos nem querer, porque Deus sabe o que é melhor para a nossa vida. Agora, se Deus quiser que você seja prefeito, você vai ser prefeito, porque quando Deus quer, até quem quer atrapalhar acaba ajudando. O que houve foi, lá no começo, uma grande movimentação, orquestrada pela candidatura do candidato que hoje está em outro partido também, que representa o sistema, que representa as máquinas em Cascavel, e ele pegou e foi e fez todo um movimento lá em Brasília para me tirar a autonomia dentro do partido republicano antes que eu estava. Mas, como o ser humano fecha uma porta, Deus abre uma porteira inteira, me deu a oportunidade, surgiu a oportunidade, nós conseguimos a carta de anuência e eu estou hoje no partido Progressistas, que é um partido que me dá muito mais força do que eu tinha, inclusive, nos republicanos. Temos cinco deputados federais eleitos para a nação, é a maior bancada que tem. Ricardo Barros é deputado federal, agora secretário de Indústria e Comércio. Hoje eu tenho amizade na Assembleia Adjetiva com todos os deputados. Então, é uma base política que vai me dar um alicerce muito forte para fazer uma grande gestão em Cascavel. Deputados estaduais, deputados federais e o apoio declarado do senador Sérgio Moro, que está hoje em primeiro lugar nas pesquisas para ser o próximo governador do estado do Paraná. Então, para mim, é uma honra muito grande ter esse apoio e que me dá uma sustentação política muito forte.
Hospital municipal
Em relação aos seus projetos futuros, Pacheco prometeu construir um hospital 100% SUS na região norte de Cascavel e quatro novos viadutos na cidade. Ele também se comprometeu a acabar com as filas para cirurgias, exames e consultas com especialistas.
“Dinheiro para fazer obras e implementar programas e projetos, quando a gente quer, quando coloca alguma coisa como prioridade, não falta no Poder Público. Eu vou construir o Hospital 100% Atendimento SUS na região norte. Mais do que isso, nós vamos construir quatro novos viadutos em Cascavel para acabar com essa postura de tirar do município a responsabilidade. Eu estou chamando para mim a responsabilidade. Ah, não vamos fazer o viaduto porque é responsabilidade do Governo Federal, porque é responsabilidade das concessionárias. Ah, e seis mil pessoas que aguardam nesse momento por uma cirurgia em Cascavel. Ah, não dá para fazer porque é responsabilidade do Estado. Rapaz, Cascavel é uma cidade rica, uma cidade grande, uma cidade que vai ter no ano que vem, Fábio, mais de dois bilhões de reais de orçamento. Como é que você não consegue viabilizar uma estrutura dessa? Um viaduto custa entre 20 e 40 milhões de reais, num orçamento de dois bilhões, significa muito pouco. Nós vamos acabar, de fato, com essas pessoas que estão, zerar essas filas das pessoas que estão esperando nesse momento com cirurgias, com exames, com consultas com especialistas. Vamos construir e implementar um hospital 100% SUS na região norte para ajudar nos leitos, nos exames, nas cirurgias, no que for necessário. Então, Fábio, não é uma promessa, é um compromisso meu, fora os outros compromissos que nós temos no nosso plano de governo, que vamos cumprir 100%. Com a graça de Deus e a força do povo. Pacheco, a gente agradece a tua presença, como com todos os candidatos, e a gente abre um minuto a mais para que você fale diretamente com os nossos internautas e consiga conquistar talvez mais alguns votos.
Todos os candidatos que disputam o pleito foram convidados a participar da conversa com a CGN e o tempo estabelecido foi o mesmo para todos os participantes.
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