Juros fecham de lado, com reação positiva a anúncio do Fed e à escolha de Funchal

A melhora no humor na segunda etapa foi determinada pelo anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de que comprará “amplo e diversificado” portfólio...

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Por Agência Estado

Os juros futuros fecharam perto dos ajustes anteriores, com viés de queda nos curtos e de alta nos longos. As taxas tiveram alívio à tarde, zerando o avanço exibido desde a abertura nos trechos intermediário e longo, após uma manhã de estresse no exterior em função das preocupações com uma nova onda da covid-19 no mundo e, internamente, pela informação, do domingo, de que Mansueto Almeida deixará o comando do Tesouro.

A melhora no humor na segunda etapa foi determinada pelo anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de que comprará “amplo e diversificado” portfólio de títulos corporativos e também pela informação de que Bruno Funchal, ex-secretário de Fazenda do Espírito Santo, foi escolhido pelo ministro Paulo Guedes para substituir Mansueto.

O DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 2,12% (mínima), de 2,155% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2022 com taxa de 3,05%, de 3,07% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 5,682% para 5,71% e a do DI para janeiro de 2027, de 6,602% para 6,64%.

A curva ganhou inclinação durante a manhã, com a ponta longa em alta de mais de 10 pontos e os DIs curtos de lado, refletindo a piora da percepção de risco no exterior com relatos de novos casos de covid-19 na China, no Japão e em algumas regiões nos EUA, além da saída de Mansueto. O mercado lamentou a decisão do secretário, na medida em que via risco para o cumprimento do teto de gastos e também porque o considera de perfil extremamente técnico e de grande interlocução com o Congresso.

Entre os nomes cogitados, o escolhido foi Bruno Funchal, que o mercado considera ter feito um ótimo trabalho na gestão de Paulo Hartung no Espírito Santo. Funchal é diretor de Programas do Ministério da Economia e também presidente do Conselho Fiscal da Caixa.

“Aparentemente, o mercado gostou, dado o seu histórico bom e o fato de que passou pelo crivo do Mansueto. Ajuda a explicar um pouco dessa melhora à tarde”, disse Renan Sujii, estrategista de Mercados da Harrison Investimentos. Funchal assumirá a função em 31 de julho.

Mas, mesmo antes do anúncio de que Funchal assumiria o Tesouro, o mercado já esboçava melhora, a partir da virada para cima nos preços do petróleo lá fora e depois consolidada pela informação de que o Fed passaria a comprar títulos corporativos, num esforço ainda maior para dar suporte aos funcionamentos dos mercados e facilitar as condições de crédito.

A ponta curta não se distanciou dos ajustes anteriores, mas o ambiente mais desanuviado à tarde abriu algum espaço para aumento das apostas em torno do corte da Selic. Pela precificação da curva, as chances de queda da Selic no Copom de quarta-feira subiram de 70% de manhã para 75% à tarde, enquanto a probabilidade de redução de 0,50 ponto caiu de 30% para 25%.

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