Após cair em meio a IPCA-15, dólar sobe com DXY, juro de Treasuries e realização

O IPCA-15 de agosto teve alta de 0,19% – igual à mediana do mercado -, após subir 0,30% em julho. Com o resultado, o IPCA-15 acumulou...

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Por Agência Estado

O dólar abriu em baixa nesta terça-feira, 27, em meio à desaceleração do IPCA-15, mas ganhou força em meio a um viés positivo do índice DXY da divisa ante seis pares principais e dos rendimentos dos Treasuries.

O IPCA-15 de agosto teve alta de 0,19% – igual à mediana do mercado -, após subir 0,30% em julho. Com o resultado, o IPCA-15 acumulou um aumento de 3,02% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 4,35% também igual à mediana do mercado, sendo que as projeções iam de avanço de 4,23% a 4,46%.

A divulgação de indicadores econômicos é acompanhada pelo Banco Central e deve ajudar na decisão sobre a taxa Selic em setembro. Embora a curva de juros aponte elevação da taxa básica nas três próximas reuniões de política monetária (setembro, novembro e dezembro), analistas ainda se dividem sobre a necessidade desse ajuste.

Na segunda, 26, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a falar em público, mas fez um discurso descritivo, sem margem para interpretações divergentes, reforçando que o BC segue dependente de dados para definir a política de juros.

No câmbio, a princípio, os investidores realizaram lucros, após o dólar acumular desvalorização de 2,87% em agosto até ontem.

Lá fora, o índice DXY, que compara dólar ante seis moedas principais, opera praticamente estável, com viés positivo. A divisa americana está ainda sem direção única em relação a moedas emergentes e ligadas a commodities em meio a sinais divergentes das commodities e expectativas de início de corte de juros nos EUA em setembro.

O minério de ferro subiu 3,34% na China nesta terça, mas o petróleo recua moderadamente, após subir 3% ontem com os riscos no radar, após tensões no Oriente Médio e a interrupção da produção na Líbia. Nas últimas horas, houve uma aparente redução na temperatura dos conflitos geopolíticos, depois de um final de semana marcado por ataques mútuos entre Israel e o Hezbollah.

Em dia de agenda enxuta também no exterior, os juros dos Treasuries sobem, principalmente nos vencimentos intermediários e longos. Há expectativas pelo índice de confiança do consumidor dos EUA, medido pelo Conference Board (11h).

Mais cedo, na agenda interna, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,17% na terceira quadrissemana de agosto, em ligeira desaceleração após ganho de 0,18% observado na segunda quadrissemana deste mês, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 0,69% para 0,64% na passagem de julho para agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar do arrefecimento, a tendência parece apontar para uma aceleração nos custos da construção, conforme indicado pela taxa acumulada em 12 meses de 4,84%, afirma a FGV.

O governo publicou no Diário Oficial da União (DOU) os atos assinados ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a oferta de gás natural no País. Como já anunciado na segunda-feira, o primeiro decreto aumenta o rol de competências da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na regulação do mercado de gás, o que, como mostrou o Broadcast/Estadão, gerou divergência no setor privado.

Às 9h41 desta terça, o dólar à vista subia 0,16%, a R$ 5,5018. O dólar para setembro ganhava 0,11%, a R$ 5,5040.

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