
Ministério da Justiça compra novas armas para combater PCC
Os sistemas C-UAS (Counter Uncrewed Aerial Systems) utilizam receptores de sinais para rastrear drones, identificando tanto a posição do dispositivo quanto a do operador no solo....
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Por Diego Cavalcante
O Ministério da Justiça e Segurança Pública irá adquirir equipamentos avançados para intensificar o combate ao PCC nos presídios brasileiros. Entre os itens comprados, estão dispositivos de proteção contra drones para uso em instalações de alta segurança. A licitação inclui a aquisição de 7 sistemas fixos, 10 sistemas móveis e 11 fuzis Jammer anti-drone, totalizando um custo de R$ 62,8 milhões.
Os sistemas C-UAS (Counter Uncrewed Aerial Systems) utilizam receptores de sinais para rastrear drones, identificando tanto a posição do dispositivo quanto a do operador no solo. Os fuzis Jammer, por sua vez, têm a capacidade de interceptar ondas de rádio em um raio de 3 quilômetros, interrompendo a comunicação entre o drone e seu operador.
Com esses fuzis, os policiais podem optar por desativar o drone ainda no ar ou assumir o controle do dispositivo, forçando-o a pousar em um local específico, onde será capturado e seu conteúdo apreendido. O objetivo dessa aquisição é ajudar o Ministério da Justiça e a Polícia Federal a bloquear o fluxo de drogas, armas, celulares e dinheiro que são enviados para detentos por meio de drones.
Agentes penitenciários de três estados, sob condição de anonimato, relataram que os drones são atualmente um dos principais meios utilizados pelo PCC para enviar esses materiais aos presos.
A compra dos fuzis que neutralizam drones foi solicitada pela Coordenação Geral de Administração da Polícia Federal, com participação da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo e da Superintendência da PF na Bahia.
Segundo o termo de referência da licitação, os sistemas anti-drone serão utilizados para “atividades de segurança de dignitários, testemunhas, além de proteger instalações sob responsabilidade da Polícia Federal do Brasil, e atender às necessidades dos órgãos participantes”.
O PCC mantém membros em presídios federais e estaduais, incluindo seu líder máximo, Marcola.
Nos últimos dois anos, a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo impuseram perdas financeiras recordes ao narcotráfico. A PF, subordinada ao Ministério da Justiça, é comandada por Andrei Rodrigues, enquanto a segurança pública paulista está sob a liderança do secretário Guilherme Derrite.
Divisão dos Custos
A compra será dividida em três lotes. Os dois primeiros, que abrangem os receptores fixos e móveis, estão no Grupo 1 da licitação, visando padronizar os sistemas e facilitar a gestão do contrato. O terceiro lote, referente aos fuzis Jammer, compõe o Grupo 2, visando aumentar a competitividade entre as empresas participantes.
Cada receptor dos itens 1 e 2 foi avaliado em R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 25,2 milhões para o item 1 e R$ 36 milhões para o item 2. Já os fuzis Jammer custarão R$ 149,4 mil cada, somando R$ 1,6 milhão. Esses fuzis devem ter potência de 2W, 6 canais UN, modulação de frequência em VHS-152 a 161mhz e UHF-458 a 470 metros, bateria recarregável, clip de fixação com cinto, acessórios e carregador de bateria rápido 110/220v.
O contrato com a empresa vencedora da licitação terá vigência de 5 anos, sem possibilidade de prorrogação.
Com informações do Metrópoles
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