
Vestígios de sangue e omissão: a trama do desaparecimento de Claudia, funcionária da Apae
O ex-presidente da Apae de Bauru, Roberto Franceschetti Filho, está sob investigação pela polícia por conexões com o desaparecimento de Claudia Regina da Rocha Lobo, funcionária...
Publicado em
Por Silmara Santos
São Paulo – A munição deflagrada de uma pistola calibre 380, encontrada no carro conduzido pelo presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru, interior paulista, foi disparada pela arma dele, conforme laudo pericial cujo resultado foi divulgado pela Polícia Civil nesta terça-feira (20/8).
O ex-presidente da Apae de Bauru, Roberto Franceschetti Filho, está sob investigação pela polícia por conexões com o desaparecimento de Claudia Regina da Rocha Lobo, funcionária da entidade. As evidências contra Franceschetti incluem um estojo calibre 380 encontrado no carro que ele e a vítima ocupavam, compatível com a arma encontrada em sua residência, além de imagens de câmeras de segurança que mostram a vítima e o suspeito juntos no dia do desaparecimento.
No dia 6 de agosto, Claudia foi vista pela última vez deixando o prédio administrativo da Apae com um envelope na mão, entrando em um carro Spin branco. Imagens de câmeras de segurança mostram Franceschetti saindo do banco do passageiro e assumindo o volante, enquanto Claudia se sentava no banco traseiro, onde vestígios de sangue humano foram posteriormente encontrados. Exames de DNA estão sendo aguardados para confirmar se o sangue é da secretária da Apae.
A polícia também descobriu que Franceschetti havia omitido em seu relato o fato de ter se encontrado com Claudia no dia do desaparecimento. Claudia deixou o prédio sozinha, sem seus documentos e celular, alegando que resolveria questões relacionadas ao trabalho. Segundo o delegado responsável pelo caso, Cledson Nascimento, o telefone provavelmente foi deixado para evitar o rastreamento da vítima.
A Apae de Bauru expressou surpresa com o envolvimento de Franceschetti no desaparecimento de Claudia, afirmando em nota que o ocorrido não tem relação com os serviços prestados pela entidade. Franceschetti, que era presidente da Apae na época do desaparecimento de Claudia, assinou uma nota lamentando o desaparecimento da funcionária e prometendo assistência às autoridades nas buscas.
A defesa de Franceschetti afirmou que ele ainda não prestou depoimento e que não teve acesso ao conteúdo da investigação. O inquérito policial está atualmente em segredo de Justiça, e as possíveis motivações para o crime ainda não foram divulgadas pela polícia.
Com informações de Metrópoles.
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou