AMP

Policia Civil de Toledo indicia técnico de enfermagem por dopar paciente para roubar seu celular

O caso teve início por volta das 13h30, quando a vítima, que atuava como acompanhante de uma paciente internada, deixou seu celular sobre a cama ao...

Publicado em

Por Diego Cavalcante

Em 17 de maio de 2024, um incidente grave ocorrido no Hospital Bom Jesus, localizado no Centro de Toledo, resultou na abertura de um Boletim de Ocorrência e subsequente investigação que culminou no indiciamento de três pessoas por crimes relacionados ao roubo e receptação de um telefone celular.

O caso teve início por volta das 13h30, quando a vítima, que atuava como acompanhante de uma paciente internada, deixou seu celular sobre a cama ao lado da paciente enquanto foi ao piso superior do hospital para comprar água de coco. Ao retornar, encontrou a paciente se debatendo e demorando a responder aos seus chamamentos. Após questionar a paciente sobre o que havia ocorrido, ela relatou que um enfermeiro teria lhe aplicado um “líquido branco”, algo que não constava em sua prescrição médica. A substância ainda estava escorrendo pelo braço da paciente.

Além do incidente com a paciente, a vítima percebeu que o seu celular, que havia sido deixado sobre a cama, não estava mais no local. Após procurar o aparelho em todo o quarto sem sucesso, a vítima solicitou ao hospital a verificação das câmeras de segurança para identificar quem havia adentrado o quarto.

As imagens das câmeras de segurança do corredor confirmaram que um funcionário do hospital, que não estava em sua área de atuação, entrou e saiu do quarto três vezes. Embora não houvesse câmeras no interior do quarto, o hospital colaborou plenamente com as investigações, fornecendo as imagens necessárias.

Durante as investigações, diligências foram realizadas para identificar o paradeiro do celular, que foi localizado, recuperado e devolvido à vítima. A pessoa encontrada em posse do aparelho foi indiciada por receptação, uma vez que sabia que o celular não possuía nota fiscal e estava bloqueado, indicando ser um produto ilícito. A receptadora confessou ter negociado o aparelho por meio do Facebook com a esposa do investigado.

O funcionário do hospital, apontado como autor do roubo, reservou-se ao direito de permanecer calado durante o interrogatório na presença de seu advogado. A esposa dele, embora tenha admitido que o anúncio da venda do celular foi feito em seu nome na rede social, alegou que foi o marido quem realizou a negociação.

Com base nos elementos coletados, o investigado foi indiciado por roubo com violência imprópria, sua esposa por receptação qualificada, e a compradora do aparelho também foi indiciada por receptação.

As autoridades continuam investigando o caso, e o processo agora segue para as próximas etapas judiciais.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X