Bolsa engata 7ª sessão em alta, aos 97.644,67 pontos, com ganho de 3,18%

Nesta segunda-feira, com a retomada do apetite por risco, o dia foi marcado também por nova retração do dólar, com a moeda à vista tendo fechado...

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Por Agência Estado

Após acumular alta nas três semanas anteriores, com ganhos progressivos respectivamente de 5,95%, 6,36% e 8,28%, o Ibovespa se manteve nesta segunda-feira, 8, em terreno positivo pela sétima sessão consecutiva, a mais longa desde a série de nove ganhos observada entre 14 e 26 de fevereiro de 2018, quando então, no retorno do Carnaval, o mercado reagia à perspectiva de crescimento global mais forte, que resultava também em escalada dos preços das commodities. Acentuando os ganhos no fim da sessão, o Ibovespa mostrou fôlego em relação ao exterior para fechar em alta de 3,18%, aos 97.644,67 pontos, perto do pico do dia.

Nesta segunda-feira, com a retomada do apetite por risco, o dia foi marcado também por nova retração do dólar, com a moeda à vista tendo fechado a sessão em queda de 2,73%, R$ 4,8544. Na máxima de hoje, o Ibovespa foi aos 97.693,47 pontos – superando o pico de sexta, então aos 97.355,75 pontos, agora também no maior nível intradia desde 9 de março (97.982,08) -, enquanto na mínima tocou os 94.635,19 pontos. Ao final, manteve o maior nível de fechamento desde 6 de março, então aos 97.996,77 pontos. O giro financeiro, mais uma vez elevado, foi de R$ 32,7 bilhões e, no ano, o índice limita agora as perdas a 15,57% – em um mês, o avanço chega a 21,66%, e, em 12 meses, as perdas ficam agora em apenas 0,18%.

Hoje, a XP Investimentos elevou o preço-alvo do Ibovespa de 94 mil para 112 mil pontos para o final de 2020, o que colocaria o índice de referência da B3 não tão distante do ponto em que havia encerrado o ano passado, então aos 115.645,34 pontos, tendo acumulado ganhos de 31,58% ao longo de 2019. Parte dos analistas e economistas, contudo, observa que apesar do fôlego demonstrado a partir de abril, reforçado na segunda quinzena de maio e que, agora, leva o Ibovespa a buscar novos níveis de preço neste início de junho, os fatos – ou seja, a economia, as incertezas políticas, aqui e nos EUA, e a falta de previsibilidade até o momento com relação à pandemia no Brasil – tendem a coibir, em algum momento, o entusiasmo das últimas semanas.

A expectativa é de que o Ibovespa passe por uma realização antes de alcançar os 100 mil pontos, embora o apetite demonstrado recentemente pelo investidor estrangeiro tenha contribuído para dar sustentação ao índice. Em junho, nos quatro primeiros pregões do mês, houve saldo positivo de R$ 2,456 bilhões, resultado de compras de R$ 56,781 bilhões e vendas de R$ 54,324 bilhões em ações por estrangeiros. Até o momento, o último mês completo com saldo positivo na B3 foi setembro de 2019. No ano de 2020, a retirada dos investidores estrangeiros do mercado acionário local ainda é de R$ 74,390 bilhões.

Os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 670,751 milhões na B3 no pregão da última quinta-feira (04). Naquele dia, o Ibovespa fechou em alta de 0,89%, aos 93.828,61 pontos, com giro financeiro em R$ 31,2 bilhões. Foi a primeira vez no ano em que o índice teve quatro pregões seguidos de alta – que se estende nesta segunda-feira a sete sessões, com volumes financeiros que têm se mostrado reforçados.

“O fluxo de ingresso retira pressão do dólar, agora convergindo para baixo de R$ 5. O estrangeiro tem voltado, mas há muitos fatores de incerteza que tendem a conformar o segundo semestre, como as eleições nos EUA – com Biden até aqui à frente de Trump nas intenções de voto -, as dificuldades econômicas aqui e as dúvidas em relação à evolução da covid no País, no momento em que as atividades começam a ser retomadas”, aponta o economista Renato Chain, da Parallaxis Economia, que prevê o Ibovespa em faixa mais acomodada, entre 84 e 86 mil pontos no fechamento do ano. “Para mim, os 97 mil pontos já seriam um ponto de venda”, acrescenta o economista, que vê oportunidades, contudo, nas ações de grandes bancos, como Bradesco, Itaú e BB, e de empresas de infraestrutura (à exceção de Eletrobras).

Nesta segunda-feira, após acumularem ganhos de dois dígitos na semana anterior, os bancos seguiram em terreno positivo, com destaque para Bradesco PN (+5,25%). Na ponta do Ibovespa, as companhias aéreas seguem em recuperação, com Azul em alta de 29,25% e Gol, de 28,29%, seguidas por Embraer (+18,36%) e CSN (+17,12%) na sessão. As ações de commodities também fecharam no azul, embora de forma mais modesta, com Petrobras ON em alta de 2,19%, a PN, de 1,95%, e Vale ON com ganho de 0,31%. No lado oposto do Ibovespa, destaque para Yduqs, em baixa de 3,66%, a maior dentre os componentes do índice.

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