Motorista que atropelou e matou vizinho não estava com capacidades psicomotoras comprometidas, afirma defesa

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Por Diego Cavalcante

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Na manhã desta segunda-feira (5), José Ferreira Tavares, de 75 anos, morreu após ser atropelado por um Fiat Mobi na rua Expresso Norte, no bairro Florais do Paraná, em Cascavel. A vítima estava andando pela rua próximo à sua residência quando foi atingida pelo veículo.

A CGN conversou com Ricardo Augusto Bantle, advogado do motorista acusado de causar o atropelamento. Segundo o advogado, o condutor, que retornava para casa, está profundamente abalado com a fatalidade, especialmente por ter vitimado seu próprio vizinho. O motorista afirmou que tentou frear e desviar do idoso, mas não conseguiu reagir a tempo para evitar o impacto.

Após o acidente, o motorista permaneceu no local, chamou o socorro e colaborou com as autoridades até ser encaminhado à delegacia, onde foi lavrado o flagrante. O exame etilométrico realizado indicou que ele estava com 0,49 mg/L de álcool no sangue, acima do limite permitido por lei.

Apesar do resultado positivo no teste de alcoolemia, o advogado do motorista argumentou que seu cliente não apresentava sinais de embriaguez no momento do acidente. O condutor teria consumido bebida alcoólica durante o almoço de domingo, mais de 12 horas antes do ocorrido, e alega que suas capacidades psicomotoras não estavam comprometidas.

Sobre a velocidade do veículo, o advogado ressaltou que as imagens do acidente, que são de forte impacto, devem ser analisadas com cautela durante o processo judicial. Ele alertou que a interpretação das imagens gravadas por câmeras de monitoramento pode ser equivocada, sugerindo que a dinâmica do acidente pode ser complexa e requer uma análise aprofundada.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar o recolhimento do corpo de José Ferreira Tavares, que passará por exame de necropsia antes de ser liberado para os familiares.

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