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Engenheiros e alunos da Unioeste criam peças e consertam equipamentos hospitalares com impressoras 3D

Projeto permitiu a reabertura de seis leitos de UTI no Hospital Regional de Francisco Beltrão.....

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Por Ricardo Oliveira

Um grupo de professores de mestrado e doutorado das áreas de Engenharia Mecânica, Elétrica e Agrícola, servidores e alunos de graduação e pós-graduação do Núcleo de Inovações Tecnológicas (NIT) da Unioeste em Cascavel, se uniram para produzir órteses, próteses, peças para ventiladores e respiradores e outros itens para a área da saúde.

O material produzido por meio de impressoras 3D, é doado para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), pacientes portadores de fissura labiopalatal e para o Centro de Reabilitação Física (CRF) da Unioeste. “Antes mesmo da pandemia nosso objetivo era produzir algo que contribuísse com a área da saúde em Cascavel. A chegada da Covid-19 fez o projeto nascer. De forma voluntária, nós nos reunimos para verificar onde poderíamos ajudar no suporte às pessoas no enfrentamento à doença e, assim, fomos nos adaptando para atender a essa demanda”, explica Selmo José Bonatto, Coordenador Geral do NIT.

Segundo o Engenheiro Agrônomo, professor e doutor Reginaldo Ferreira dos Santos, o projeto do NIT é de fundamental importância para a universidade, professores e alunos da Unioeste, sobretudo para a comunidade. “Nós temos a oportunidade de apresentar, em sala de aula, a parte teórica para os alunos, no laboratório a parte prática e agora eles conseguem entregar uma demanda  real da sociedade. Além disso, o aluno consegue entender que pode ser profissional por meio das startups”, observa.  

Ainda de acordo com o professor, o projeto está formando não só engenheiros, mestres e doutores, mas cidadãos comprometidos com a comunidade. “Para mim esses alunos estão indo além daquilo do que nós imaginávamos. Eles conseguem atender não só o que é era esperado internamente, na universidade, mas também atendem as demandas reais da comunidade. Eles estudam e ao mesmo tempo colocam em prática. E mais: incentivam outros alunos a crescer juntos, não só intelectualmente mas também financeiramente”, afirma o professor.

Impressoras 3D geram soluções e economia

O projeto foi possível devido a parcerias entre a Unioeste, entidades e empresas que emprestaram impressoras 3D ao grupo.  A ação permitiu que leitos de UTI do Hospital Regional de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, que estavam desativados, voltassem a funcionar. “Como esse hospital não possui um núcleo de engenharia, haviam muitos equipamentos com defeito. Alguns deles dependendo de peças que não estão chegando da China. Nós então produzimos essas peças e fizemos o conserto, o que resultou em seis leitos que voltaram a receber pacientes. Isso é gratificante além de gerar uma boa economia para o Estado”, comemora o aluno de doutorado Cristiano Fernando Lewandoski, doutor em Engenharia de Energia na Agricultura.

O coordenador do NIT,  Selmo José Bonatto, lembra que em 45 dias, todo o material produzido pelo projeto permitiu uma economia de 350 mil reais às unidades hospitalares e que a intenção para o pós-pandemia, é manter o projeto por meio de startups. “Nós abrimos três startups para continuar com o conserto dos equipamentos hospitalares e a produção das peças em 3D. Nós temos condições de fazer um trabalho técnico diferenciado, pois contamos com a participação de doutores, o que significa mão de obra altamente qualificada”, ressalta Bonatto. Para ele, a pandemia vai render bons resultados na área da engenharia. “Essa pandemia veio para nos mostrar que temos potencial para criar e resolver demandas que antes não nos dávamos conta. Quando isso tudo acabar muita coisa vai mudar, para melhor”, finaliza.

A equipe do NIT participa agora de treinamento de startups com o Vale do Silício, o Sebrae, e a Fundetec.

Assessoria

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