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Cabelos crescem na garganta de homem que fumava 20 cigarros por dia

O caso foi documentado e publicado no American Case Reports. O paciente apresentava tosse crônica e irritação persistente na garganta, sintomas que perduraram por mais de...

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Por Álvaro Penerotti

O caso de um austríaco de 52 anos que fumou um maço de cigarros por dia durante mais de 30 anos chamou a atenção da comunidade médica internacional. O indivíduo sofreu uma rara complicação associada ao tabagismo: cabelos crescendo no fundo de sua garganta. Esta inusitada condição se estendeu por 14 anos, com os fios ganhando, em média, cinco centímetros por ano.

O caso foi documentado e publicado no American Case Reports. O paciente apresentava tosse crônica e irritação persistente na garganta, sintomas que perduraram por mais de 26 anos. A origem do problema estava nos fios de cabelo que cresceram no interior de sua traqueia. Este é apenas o segundo caso conhecido desta complicação na história da medicina.

A história médica do paciente é crucial para entender o desenvolvimento desta condição. Aos 10 anos, o austríaco quase morreu afogado e, durante o resgate, foi necessário realizar uma traqueostomia. A abertura na traqueia permaneceu em seu pescoço por quase quatro anos. Para fechar a traqueia, os médicos utilizaram um enxerto de cartilagem feito a partir de parte de sua orelha.

Aos 20 anos, o homem começou a fumar, um hábito que manteve por três décadas. Com o passar do tempo, ele começou a apresentar tosses, que foram piorando progressivamente. Em uma ocasião, chegou a tossir um cabelo. Sua voz se tornou extremamente rouca e ele relatava uma sensação constante de irritação na garganta.

Quando o paciente tinha 35 anos, os médicos decidiram investigar as origens de suas complicações. Foi então que descobriram uma úlcera na traqueia e um conjunto de nove fios de cabelo crescendo perto das pregas vocais.

De acordo com os profissionais de saúde, as substâncias tóxicas presentes no cigarro causaram uma inflamação constante na garganta do homem. Isso forçou as células transplantadas da orelha a se adaptarem para sobreviver, resultando no desenvolvimento de folículos capilares.

Os pelos foram removidos manualmente por meio de uma “depilação endoscópica por fórceps”. No entanto, foram necessárias várias sessões de manutenção anuais para remover repetidamente os fios que chegavam a ter até 5 cm de comprimento.

A condição só foi controlada em 2022, quando o homem parou de fumar, 14 anos após o início dos sintomas. Com o fim do tabagismo, os médicos puderam realizar um procedimento que queimou as células capilares que estavam crescendo na garganta do paciente, impedindo o nascimento de novos pelos.

Fonte: Metrópoles

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