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Foto: Marcelo Borges – Banda B

Faca cravada da cabeça: Reconstituição busca esclarecer morte brutal em briga

O delegado Fábio Machado explicou que a reconstituição tem como objetivo pontuar todas as condutas e estabelecer uma linha do tempo dos eventos. “Todos querem justiça...

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Por Fábio Wronski

Foto: Marcelo Borges – Banda B

A Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, realizou na quinta-feira (20) uma reconstituição para entender a dinâmica da briga que resultou na morte de Edson Barbosa Ramos, 43 anos. Ramos morreu no último dia 5, aproximadamente três semanas após ter uma faca cravada na cabeça durante uma briga generalizada que teria sido iniciada por desentendimentos relacionados a uma vaga de estacionamento.

O delegado Fábio Machado explicou que a reconstituição tem como objetivo pontuar todas as condutas e estabelecer uma linha do tempo dos eventos. “Todos querem justiça e é para isso que estamos aqui. A ideia é complementar o relatório e levar ao Ministério Público um inquérito bastante robusto, com elementos suficientes da atuação de cada envolvido”, afirmou.

Durante as investigações, Marciano Machado, dono do mercado onde ocorreu a briga, chegou a ser preso como suspeito, mas agora responde em liberdade. Ainda assim, tanto a família da vítima quanto a do suposto agressor trocam acusações e apresentam diferentes versões dos fatos.

A família de Ramos realizou um protesto durante a reconstituição, exigindo justiça. Elaine Ramos, cunhada da vítima, descreveu Ramos como um pai de família honesto e trabalhador. “Foi uma covardia, uma brutalidade e nada justifica o que aconteceu. Acabaram com uma família inteira e queremos que todos paguem. Enquanto não houver justiça, não vamos sossegar”, afirmou.

O advogado de Machado, Jeffrey Chiquini, insiste na inocência de seu cliente. “Provado está que meu cliente não tem envolvimento nesse crime, já que foi vítima aqui. A esposa dele apanhou de dois homens, bem como o filho de 17 anos. Dois marmanjos cometeram as agressões e meu cliente veio defender sua família. Ele não toca na vítima, pois ela sai do local vai algumas quadras distante e lá entra em luta corporal, levando uma facada, mas não aqui. O dono do mercado não é o autor desse homicídio”, afirmou.

O advogado da família de Ramos, Igor José Ogar, disse que a vítima chegou a ser ameaçada antes do crime. “A família quer justiça, com a devida apuração do envolvimento dessas pessoas, sendo que algumas delas são confessas. Esse crime é complexo e temos ainda um mundo de mistérios, mas tivemos conhecimento de uma ameaça de morte e isso será muito útil ao processo”, concluiu.

As informações são da Banda B.

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