Operação Contraface: Conforme PF, organização criminosa estava estabelecida em Cascavel

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Por Fábio Wronski

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A Polícia Federal (PF), em parceria com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta segunda-feira (17) a Operação Contraface, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa sediada nas cidades de Cascavel e Toledo, no Paraná. A informação foi confirmada em entrevista coletiva pelo Delegado da PF, Robson Petter Gonçalves.

Foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva, 13 mandados de busca e 22 mandados de sequestro de bens e valores, todos expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal Federal de Cascavel. As ações ocorreram não só no Paraná, mas também em Erechim, no Rio Grande do Sul, e Florianópolis, em Santa Catarina.

Segundo o Delegado Gonçalves, a organização era liderada por empresários locais já conhecidos das autoridades. “Eles criavam fundos falsos de veículos, caminhões, escâneas e, além de serem proprietários de entorpecentes, traziam essa droga do Paraguai e os armamentos. Eles também forneciam esses veículos para outras organizações criminosas, sediadas na nossa cidade e em outros estados”, explicou.

Ainda de acordo com o delegado, a organização criminosa estava estabelecida em Cascavel, mas enviava entorpecentes para vários estados da federação. Eles também forneciam veículos preparados para o transporte de ilícitos. Um desses veículos foi identificado em uma operação recente da PF no Rio de Janeiro.

O balanço das apreensões ainda está sendo realizado, mas até o momento foram apreendidos nove veículos, imóveis e valores em contas dos investigados. Armas também foram apreendidas nas residências dos suspeitos.

A movimentação financeira da organização criminosa, segundo a PF, ultrapassou R$ 70 milhões desde 2021, com movimentação suspeita de aproximadamente R$ 14 milhões. “Eles possuíam várias empresas e até eram auxiliados por um contador da cidade”, disse Gonçalves.

A operação continua com o objetivo de identificar mais pessoas envolvidas. “Após a deflagração, a gente acaba obtendo mais informações, mais dados e com auxílio da Receita Federal que está nos acompanhando nessa investigação, a tendência é identificar mais pessoas envolvidas”, afirmou o delegado.

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