
Servidor comissionado alvo de ação tem salário de R$ 6,4 mil
Ele teria sido beneficiado com reforma e contratação de parentes......
Publicado em
Por Mariana Lioto
O servidor que seria o alvo de uma ação da Polícia Civil na manhã de hoje (1) está nomeado em cargo comissionado na Prefeitura de Cascavel desde janeiro de 2017. No portal da transparência consta que ele tem salário de R$ 6,4 mil e está nomeado na Sesau (Secretaria de Saúde).
A prefeitura afirmou que irá exonerar o servidor, mas não divulgou o nome. A CGN conversou com o advogado do homem que disse que ainda não teve acesso ao inquérito na íntegra. O homem foi detido em flagrante pela posse de uma arma e já teve fiança arbitrada. O advogado, Dheison Senna, disse que o acusado irá conversar com a imprensa.
Uma parte da denúncia encaminhada à promotoria do Patrimônio Público, e cujo desdobramento estaria ligado a operação de hoje, foi feita pelo vereador Fernando Hallberg.
A empresa vencedora da licitação de 2018 teria feito compras em duplicidade para os materiais usados na obra e um dos responsáveis pelo contrato, servidor comissionado, teria sido beneficiado com vantagens indevidas. Também é apurada a reforma de um carro Civic, paga pela empresa contratada pela prefeitura, e a contratação, por parte da empresa, de familiares do investigado.
A Polícia Civil deve se manifestar no final da manhã, dando detalhes da apuração.
A operação
Foram cumpridos pela Polícia Civil três mandados de busca e apreensão relacionados a concorrência 15/2018 feita pela prefeitura de Cascavel para reforma de UBS. Uma arma foi apreendida durante as ações e a informação é de que o servidor foi detido.
A empresa escolhida foi contratada por aproximadamente R$ 1,4 milhão para realizar serviços comuns de manutenção, reparos, adequações e melhorias nas unidades e serviços de saúde do município.
No decorrer das investigações, a PCPR apurou possível relação de corrupção entre os proprietários da empresa e o agente público fiscal do contrato. O servidor público investigado era o responsável por atestar o serviço em tese realizado e assinar as notas fiscais para pagamento.
Durante as diligências, foi possível identificar que a mesma empresa foi vencedora de outras licitações junto ao município, desde 2018. Tendo recebido mais de R$ 4,3 milhões, conforme consta no portal da transparência de Cascavel. Estes outros contratos, também, são investigados pela PCPR em busca de irregularidades.
A apuração da PCPR também revelou indícios de que a empresa participava das licitações apresentando preços abaixo das demais concorrentes, pois já estaria acertado que a execução dos contratos não seguiria o que foi estipulado nos editais.
Atualização
João Merlo, detido durante a ação, negou qualquer irregularidade em entrevista à imprensa.
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