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Crédito: Tribunal de Contas do Paraná

Fazenda Rio Grande: TCE-PR apura licitação sem planilha de custos adequada

A irregularidade foi apontada pela Coordenadoria de Acompanhamento de Atos de Gestão......

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Por Ricardo Oliveira

Crédito: Tribunal de Contas do Paraná

Por meio de processo de Tomada de Contas Extraordinária, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) vai apurar responsabilidades pela realização de uma licitação, pela Prefeitura de Fazenda Rio Grande, sem a necessária planilha detalhada de composição de custos. O objetivo da Tomada de Preços nº 5/2019 foi a contratação de empresa especializada na realização de estudos e projeto básico de engenharia para obras de pavimentação e drenagem nesse município da Região Metropolitana de Curitiba.

A irregularidade foi apontada pela Coordenadoria de Acompanhamento de Atos de Gestão (CAGE), unidade técnica do Tribunal responsável pela fiscalização prévia e concomitante das ações praticadas pelos administradores municipais do Paraná. Na Comunicação de Irregularidade apresentada à Presidência do TCE-PR na última sexta-feira (22 de maio), a CAGE informou que dez empresas participaram da licitação, cujo preço máximo estipulado foi de R$ 1.038.773,75, formado pela média de orçamentos coletados junto a três empresas do ramo.

Foi declarada vencedora do certame a Engecap Projetos e Obras de Pavimentação Ltda., empresa que apresentou a proposta de menor valor: R$ 342.795,34. Esse preço é menos da metade dos R$ 773.886,34 pedidos pela empresa que apresentou o valor mais alto.

Segundo a Comunicação de Irregularidade, a falta da planilha detalhada de custos inviabilizou a diversas estruturas internas da administração municipal – como a Secretaria Municipal de Obras, a Procuradoria Jurídica e a Comissão Permanente de Licitação – realizar uma análise objetiva e conclusiva para declarar se a proposta vencedora era exequível (possível de ser executada).

A CAGE apontou que as planilhas de composição de custos da licitação são, na verdade, cotações realizadas junto a potencias fornecedores. “Essa situação poderá acarretar descumprimento contratual ou gastos desnecessários ao município decorrentes de eventuais aditivos contratuais”, informou a unidade técnica.

A Tomada de Contas Extraordinária foi instaurada contra o prefeito, Marcio Cláudio Wozniack; e o secretário municipal de Obras Públicas de Fazenda Rio Grande, Marcelo Eroni Pelanda. O relator do processo será o conselheiro Ivens Linhares.

Assessoria

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