AMP
No Dia Meteorológico Mundial, Simepar destaca trabalho para subsidiar políticas e alertasFoto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

No Dia Meteorológico Mundial, Simepar destaca trabalho para subsidiar políticas e alertas

Esse tema é enfatizado neste sábado, 23 de março, em que se comemora o Dia Meteorológico Mundial. Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1950,......

Publicado em

Por CGN

No Dia Meteorológico Mundial, Simepar destaca trabalho para subsidiar políticas e alertasFoto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

As mudanças climáticas devem tornar os fenômenos extremos mais frequentes e intensos no Paraná nas próximas décadas, afetando os sistemas naturais e humanos. Esse momento reforça a importância dos estudos e pesquisas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que indicam que todas as regiões do Estado são vulneráveis a algum tipo de desastre ambiental intensificado pelas alterações nos padrões climáticos em longo prazo.

Esse tema é enfatizado neste sábado, 23 de março, em que se comemora o Dia Meteorológico Mundial. Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1950, a data tem o objetivo de destacar o trabalho desenvolvido pela meteorologia em prol do meio ambiente e da sociedade. Neste ano, o tema definido pela Organização Meteorológica Mundial é “Na Linha de Frente da Ação Climática”. 

“O Simepar emprega os melhores recursos científicos e tecnológicos disponíveis para obtenção de dados fidedignos e geração de estimativas confiáveis que subsidiam políticas públicas”, afirma o diretor-presidente do Simepar, Eduardo Alvim Leite.

Eles ajudaram a embasar o recente Plano de Ação Climática do Paraná 2024-2050. Outro exemplo é o Índice de Vulnerabilidade dos Municípios, desenvolvimento pelo Simepar, que calcula o risco climático em relação às crises de estiagem e excesso hídrico, considerando alterações na magnitude, variabilidade e características do clima, sensibilidade e capacidade adaptativa de cada município e região do Estado perante os cenários futuros das mudanças climáticas, condicionado aos indicadores socioeconômicos. São aplicados modelos globais de circulação geral refinados para escalas regionais e locais que indicam o grau de exposição do município a eventos extremos. 

Outra importante ferramenta desenvolvida pelo Simepar é o Inventário Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que contém dados dos 399 municípios classificados por setor produtivo e respectivas atividades. 

O coordenador de Operação do Simepar, Marco Jusevicius, destaca o papel do órgão na geração de um banco de dados e informações para formar uma série climática histórica. “A meteorologia tem o papel de fazer as medições, registrar e tratar os dados da natureza para subsidiar previsões do tempo e estudos de longo prazo sobre os efeitos das mudanças nos padrões climáticos”, complementa o meteorologista.

As condições do tempo e dos recursos hídricos do Paraná são monitoradas 24 horas por dia. As previsões do tempo, os alertas meteorológicos e os dados são disseminados para o público, governos e empresas. No setor público, são atendidos municípios, defesa civil, saúde e órgãos ambientais. No setor privado, destacam-se o agronegócio, cooperativas, indústrias, empresas de engenharia, energia, transporte, comércio, lazer e turismo.

Por meio de uma rede própria de 92 estações, sendo 50 meteorológicas, 57 hidrológicas e 15 pluviométricas, além de outras 42 unidades de clientes, o Simepar faz a medição sistemática das variáveis meteorológicas: temperatura e umidade do ar, pressão atmosférica, direção e velocidade dos ventos, radiação solar, localização e intensidade de chuvas e raios. Os dados são processados por sistemas computacionais. Além disso, há três radares meteorológicos, um sistema de detecção de descargas atmosféricas e dados de satélites meteorológicos. A série histórica sobre o clima paranaense contém dados coletados desde 1997. 

O Simepar integra o programa Sinais da Natureza, instituído pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). O objetivo é desenvolver projetos de análise, monitoramento, modelagem, previsão e alerta do comportamento das variáveis meteorológicas, hidrológicas e ambientais. Também participa do ParanaClima em conjunto com a Sedest e o Instituto Água e Terra (IAT), que mapeia políticas ambientais e áreas de risco, definindo ações de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, seus impactos potenciais, medidas de resiliência e adaptação. 

“O Dia Meteorológico Mundial nos recorda o quanto o clima influencia nossas vidas e de que forma vamos nos preparar para eventos climáticos extremos”, afirma o secretário do Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS – Sediada em Genebra, na Suíça, a Organização Meteorológica Mundial chama a atenção para a urgência da mitigação e adaptação às mudanças climáticas. “Diante de desafios ambientais sem precedentes, nosso papel como cientistas e defensores do planeta nunca foi tão crucial. Somos chamados a sermos agentes de mudança”, afirma a secretária-geral, Celeste Saulo. 

A comunidade meteorológica global está engajada na iniciativa “Alertas Precoces para Todos”. A prioridade dos serviços hidrometeorológicos é aprimorar seus sistemas de alerta precoce, considerados a peça central da adaptação e da redução de riscos de desastres.

Por darem às pessoas a oportunidade de se prepararem e limitarem o impacto das condições meteorológicas extremas, os sistemas de alerta precoce ajudam a reduzir a pobreza e a fome, melhorar a saúde e o bem-estar; garantir acesso à água potável e à energia limpa; proteger a vida debaixo d´água e em terra. Desse modo, a meteorologia contribui para tornar as cidades e comunidades mais resilientes às mudanças climáticas, conforme prevê o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 13.

Fonte: AEN

Notícias Relacionadas:

Instituto oferece bolsas para estimular bioeconomia amazônica
Tesouro muda regras de leilão para projetos sustentáveis
Povos tradicionais debatem transformação agroecológica
Povos tradicionais debatem a transformação agroecológica
Recuperação de áreas degradadas pode contar com R$ 31,4 bilhões
Investimento de R$ 70,4 milhões: Paraná inicia contratação da melhor cobertura meteorológica do País
No Dia Mundial de Combate à Seca, Paraná reforça ações para garantir oferta de água
No Dia Mundial de Combate à Seca, confira 5 ações do Paraná para combater a falta da água
Selo Clima amplia legado sustentável no Paraná; inscrições de 2025 estão abertas
27 estações do Simepar atingiram em apenas 15 dias a média de chuvas para junho
IAT emite licença ambiental que permite funcionamento do aquário de Foz do Iguaçu
Sede do Ministério Público estadual ganha jardins de mel do Poliniza Paraná
Dois comitês de bacias hidrográficas se reúnem na próxima semana
Parceria entre Paraná e OCDE dará origem a novo relatório sobre avanços dos ODS
Estado reforça orientações para evitar incêndios florestais no período mais seco do ano
Contra deslizamentos, Estado vai instalar sensores de umidade e pluviômetros na Graciosa
Na região Oeste, IAT promove clube do livro para aumentar a conscientização ambiental
Geada e 0,2°C em estação do Interior: frio segue no Paraná até o fim de semana
TRF4 suspende decisão que limitava regularização ambiental na Mata Atlântica no Paraná
Indústria da água mineral cresce 41% em 2024 e movimenta R$ 341,2 milhões no Paraná
Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X