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Integrantes de Templo de Quimbanda registram ocorrência de intolerância religiosa

De acordo com Stephany Preslak, que representa o templo, há mais de seis meses ocorrem os episódios de intolerância religiosa, mas hoje, um dos vizinhos estaria...

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Por Silmara Santos

Integrantes do Templo de Quimbanda Domínio do Exu Trancarruas e Maria Mulambo, religião de matriz africana, que fica localizado no Bairro Parque São Paulo, em Cascavel, foram até à 15ª Subdivisão Policial para registrar uma situação de intolerância religiosa que estaria ocorrendo aos mais de 500 integrantes do terreiro.

De acordo com Stephany Preslak, que representa o templo, há mais de seis meses ocorrem os episódios de intolerância religiosa, mas hoje, um dos vizinhos estaria com um facão, teria ameaçado integrantes da religião.

“Eu sou representante do Templo de Quimbanda no Parque São Paulo em Cascavel e faz mais de seis meses que nós levamos a intolerância religiosa dos nossos vizinhos ao redor […] Hoje passou dos limites porque ele pegou um facão e correu atrás de dois integrantes inclusive uma mulher que estava lá no momento ele correu atrás dos dois ameaçando de morte então a gente veio, um pouco do pessoal da casa está aqui comigo mas nós temos 514 integrantes, nem todos puderam estar presente nós estamos aqui na 15ª para resolver essa situação”.

Everton, que é dirigente espiritual do templo, relatou que os casos de intolerância não são de hoje e que os ataques são frequentes.

“Não é de hoje, é de sempre que a gente vem sofrendo intolerância religiosa, ataque, Cascavel está complicado a situação de intolerância religiosa e lembrando que a intolerância religiosa é crime e a gente veio atrás do nosso direitos”.

Outros integrantes relataram que só querem respeito quanto a religião, assim como respeitam as demais religiões.

A Polícia Militar esteve no local no início da noite e encaminhou um homem que é vizinho ao local para prestar esclarecimentos na Delegacia Cidadã, onde os integrantes do templo também seriam ouvidos.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de religião configura o crime de racismo previsto na Lei dos Crimes Raciais (Lei nº 7.716/89).

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