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Imagem Ilustrativa / Pixabay

Mulher processa hospital em Cascavel por sequelas graves pós-tratamento oncológico

A paciente sustenta que o número de sessões de radioterapia superou o recomendado para o tratamento da doença, o que, segundo ela, contribuiu para o agravamento de seu estado....

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Por Redação CGN

Imagem Ilustrativa / Pixabay

Uma paciente, que optou por um tratamento no Centro de Oncologia Cascavel S/C Ltda (Ceonc), localizado na cidade de Cascavel, ingressou com uma ação de indenização por danos morais e estéticos contra a instituição. A queixa central da ação reside no tratamento oncológico adotado pela equipe médica, que, segundo a paciente, resultou em consequências físicas e psicológicas adversas duradouras.

De acordo com a paciente, o início do seu tratamento no Ceonc foi motivado pela conveniência geográfica, tendo residido em Cascavel durante o período dos fatos. Após ser diagnosticada com câncer de reto, iniciou-se o tratamento oncológico, que incluiu 28 sessões de radioterapia. Posteriormente, em 2019, foram adicionadas mais 15 sessões ao tratamento, totalizando 43 sessões de radioterapia. A paciente sustenta que o número de sessões superou o recomendado para o tratamento da doença, o que, segundo ela, contribuiu para o agravamento de seu estado.

Os prontuários médicos, segundo a paciente, registram sua resistência inicial à ideia de cirurgia e à possibilidade de amputação do reto, bem como seu temor de viver com uma ostomia. Afirmou ter buscado tratamentos menos invasivos, visando a estabilização da doença, e consultou outros profissionais que reconheceram a viabilidade dessas alternativas.

Print do prontuário apresentado pela paciente que comprovaria sua resistência a CX e seu medo de ostomia.

Contrariando suas expectativas, a paciente desenvolveu uma fístula intestinal com subsequente amputação retal, o que resultou na necessidade de uso permanente de uma bolsa de colostomia. Além disso, relatou necrose decorrente do excesso de radioterapia e a perda da função sexual, impactos que afetaram profundamente seu relacionamento com o marido, falecido vítima de Covid, e sua autoestima para futuras relações.

Diante da situação, a equipe do Ceonc foi contatada pela CGN, e expressou a intenção de emitir um comunicado oficial sobre o ocorrido. Esta atitude demonstra uma abertura por parte do hospital para esclarecer as circunstâncias e as decisões tomadas em relação ao tratamento administrado.

É importante ressaltar que o Ceonc ainda terá a chance de apresentar sua defesa de maneira formal perante o judiciário. Esse processo permitirá ao hospital detalhar os critérios médicos e as diretrizes que nortearam a escolha do tratamento em questão. A apresentação dessas informações será crucial para entender as ações do Ceonc sob uma perspectiva clínica e ética.

É fundamental destacar que o caso ainda está pendente de julgamento pela justiça. Neste estágio, é prematuro atribuir culpabilidade ou concluir sobre o desfecho do caso. O princípio da presunção de inocência é um pilar do sistema jurídico, assegurando que todos são considerados inocentes até que se prove o contrário. Assim, até que o processo judicial seja concluído e uma decisão seja proferida, não há culpados oficialmente reconhecidos neste incidente.

Nota oficial do Ceonc

O Centro de Oncologia Cascavel LTDA – CEONC informa que ainda não teve acesso ao processo para poder responder com mais clareza, lamenta a possibilidade de qualquer moléstia sofrida pela paciente, e salienta que serão realizadas investigações aprofundadas para melhor compreensão do caso que é de grande complexidade.

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