
Carreata pró-Bolsonaro tem panelaço, ovos e bate-boca em Curitiba
Sindicatos e entidades favoráveis à reabertura das empresas também participaram do ato......
Publicado em
Por Ricardo Oliveira
Manifestantes pró-Bolsonaro que defendem o fim do isolamento social, e entidades que defendem a volta ao trabalho e a reabertura de todas as atividades, apesar da pandemia de covid-19, fizeram uma carreata por Curitiba na tarde desta quarta (13). Eles saíram da Praça Espanha em direção à praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, na frente do Palácio Iguaçu. A ideia era pressionar o governador Carlos Massa Ratinho Júnior e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, pela liberação de todo o comércio e serviços.
O grupo que saiu da Praça Espanha foi hostilizado no caminho por um panelaço nas janelas e teve até quem jogasse ovos nos carros dos manifestantes, que xingavam os moradores e faziam gestos obscenos. Já no Centro da cidade, na Rua Riachuelo, um ciclista tentou impedir a carreata e os manifestantes que estavam no caminhão de som ameaçaram: “Toca em cima”!. Cerca de 70 carros participaram da manifestação.
Equipes da Guarda Municipal acompanharam de longe a carreata. Moradores das proximidades da Praça Espanha informaram a reportagem do Bem Paraná que ligaram para 153 para denunciar a aglomeração e o fato de os manifestantes estarem sem máscara e foram informados que a Guarda só pode fazer orientação, mas não pode proibir a aglomeração nem obrigar a colocar máscara.
Além de defensores do presidente Jair Bolsonaro, participaram do protesto representantes do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares (Sindiabrabar), a Confederação Nacional do Turismo (Contur), Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar). O grupo protocolou uma carta para o governador e para o prefeito na qual pedem a reabertura de todos os serviços: ‘Nós ‘não aceitamos perder nenhum vida’ não apenas para o Covid. Nós ‘não aceitamos perder nenhuma vida para o desemprego, para a falência, para o desalento, para o empobrecimento massivo, para a desnutrição, para o desespero”, diz um dos trechos da carta. O grupo reclama da falta de diálogo das autoridades com cada segmento da sociedade e de um plano real para a preservação de empregos: “Além da potencial politização do tema conflagrada pela ausência de uma simples tentativa de diálogo e alinhamentos de políticas públicas com o Governo Federal”.
Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o governo do Paraná informou que as decisões do governo federal estão sendo analisadas, mas que o decreto estadual de 20 de março, que determina o fechamento de atividades consideradas não essenciais, como shoppings e academias, segue em vigor. Em Curitiba, a prefeitura declarou por nota que também ainda irá avaliar se as atividades listadas pelo governo federal e que nada muda por enquanto.
O texto é do Bem Paraná.
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