Unifesp abre vagas para câmpus na zona leste da capital

Prometida pelo Ministério da Educação (MEC) ainda em 2005, essa unidade, chamada de Instituto das Cidades, só foi criada em 2014 e começou a funcionar há...

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Por Agência Estado

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aprovou a criação do curso de Geografia, a primeira graduação aberta no câmpus da zona leste da capital paulista. A partir do próximo ano, serão ofertadas 60 vagas e a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será usada para o ingresso de alunos.

Prometida pelo Ministério da Educação (MEC) ainda em 2005, essa unidade, chamada de Instituto das Cidades, só foi criada em 2014 e começou a funcionar há menos de dois anos. Até agora, lá têm sido oferecidas apenas atividades de extensão e a oferta de algumas disciplinas para estudantes de outros câmpus da universidade, mas esse instituto não tinha alunos próprios.

Após a inauguração do câmpus da Universidade de São Paulo (USP), em 2005, era reivindicada a abertura de uma unidade da Unifesp na região, uma das mais populosas da cidade e carente de oferta de ensino superior público. As restrições de verba e um imbróglio para a descontaminação do terreno – a faculdade vai funcionar onde antes operava uma fábrica – atrasaram o início das atividades.

“É uma conquista muito importante, tendo em vista a quantidade de dificuldades que enfrentamos. Tivemos questões ambientais, já que havia uma contaminação no terreno e, quando houve a liberação do espaço físico, não tínhamos orçamento para as reformas que eram necessárias no prédio; nem a liberação para a contratação de docentes”, comenta Isabel Hartmann de Quadros, pró-reitora de Graduação da Unifesp. Desde 2014, toda a rede de instituições de ensino federal tem enfrentado uma série de reduções orçamentárias pelo MEC.

O Instituto das Cidades foi criado com o objetivo de formar profissionais com foco na resolução de problemas ligados ao desenvolvimento urbano. Além de Geografia, está prevista a oferta dos cursos de Administração Pública, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental e Sanitária e Engenharia Civil.

Nenhum dos outros tem previsão para começar, uma vez que dependem, principalmente, da liberação pelo Ministério da Casa Civil da contratação de novos professores e de orçamento para finalizar a reforma do prédio para que possa receber mais alunos.

Projeto de expansão

A Unifesp abriga a Escola Paulista de Medicina, uma das mais tradicionais do País na área. Em 2005, o projeto do governo federal era aumentar o tamanho da instituição e criar um Anel Universitário, que englobava as cidades de São Paulo, Guarulhos, Diadema, Embu das Artes e Osasco.

Naquele ano, o MEC constatou que o Estado de São Paulo era o que tinha a menor proporção entre o número de vagas no ensino superior público e população. Por meio do projeto, foram criadas a Federal do ABC (UFABC) e os câmpus da Unifesp na região metropolitana.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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