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Após audiência, filha de Ordélia Ferreira espera que ocorra júri popular e que acusado seja condenado; “está muito difícil viver sem ela”, diz

A vítima foi morta com um golpe de faca em janeiro deste ano, no Bairro Santa Cruz......

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Por Paulo Eduardo

A reportagem da CGN conversou na manhã desta quinta-feira (07) com uma das filhas de Ordélia Teodoro Ferreira, vítima de feminicídio registrado em janeiro deste ano, no Bairro Santa Cruz.

Ontem ocorreu uma audiência de instrução em relação ao caso e segundo a mulher, o juiz ouviu três testemunhas. Agora, a justiça deve avaliar se o réu vai ser julgado em júri popular ou não.

A expectativa da filha e demais familiares é de que aconteça o júri popular e que o acusado seja condenado.

A família realizou um protesto em frente a Catedral no dia 31 de janeiro. Usando camisetas com a foto de Ordélia, a família cobrava por justiça. Os familiares estão bastante abalados desde o dia do crime.

“Nossa, está muito difícil viver sem ela”, disse a filha.

A mulher relatou que se deparou com o acusado do crime quando foi até o Instituto Médico Legal. Ele teria dito que “não era para matar ela, não era pra matar minha ‘veia’”.

Outra filha disse que os dois não estavam morando juntos e a separação da vítima com o acusado (após seis anos de confinamento) teria acontecido após um suposto assédio envolvendo uma menina de oito anos.

A família acredita que o ex-companheiro de Ordélia não teria aceitado o fim do relacionamento.

O caso

No final da manhã de terça-feira do dia 28 de janeiro, socorristas e médico do Siate foram chamados até a Rua Kamayuras para atender duas pessoas feridas por faca.

Chegando ao local, os socorristas se depararam com uma das vítimas, Ordélia Teodoro Ferreira já em estado grave ao ser atingida por um golpe de faca no pescoço. As equipes médicas ficaram por aproximadamente uma hora tentando reanimar a mulher, que infelizmente não resistiu aos ferimentos e entrou em óbito dentro da ambulância.

A segunda vítima, Zeni Aparecida Brito era vizinha de Ordélia e sofreu diversos golpes de faca nos braços e tórax durante a confusão. Ela recebeu atendimentos e foi levada à unidade hospitalar sem risco de morte.

O acusado do crime, Sinvaldo Alves de Souza, de 69 anos foi preso pela Polícia Militar nas proximidades de onde o fato aconteceu. A faca usada no crime foi apreendida.

Ele foi preso e levado à Cadeia Pública de Cascavel, mas atualmente a defesa conseguiu tirá-lo da prisão, pois Sinvaldo é considerado do grupo de risco devido ao novo coronavírus. O homem está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e aguarda nova decisão da justiça.

https://cgn.inf.br/noticia/ferida-por-faca-mulher-de-59-anos-morre-dentro-da-ambulancia
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