Em NY, Campos Neto fala sobre avanços em Pix, Open Finance e real digital

Ele voltou a falar que BC brasileiro construiu um “trilho” acessível a todos os agentes para aprimorar a digitalização da intermediação financeira, mas que foi preciso...

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Por Agência Estado

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, relatou em evento em Nova York os progressos da instituição na área digital, falando sobre o Pix, o Open Finance e o Drex – a moeda digital da autoridade monetária – e como esses instrumentos auxiliam na inclusão financeira. “Essas coisas não são separadas, fazem parte de um plano. E o plano tem três blocos”, disse durante o evento Reuters Next.

Ele voltou a falar que BC brasileiro construiu um “trilho” acessível a todos os agentes para aprimorar a digitalização da intermediação financeira, mas que foi preciso tornar esse setor competitivo e tornar a moeda local mais internacional. “Queríamos tornar a moeda mais tokenizada”, explicou.

Por isso, de acordo com Campos Neto, foi criado o Pix, que é o “trilho” e que recentemente registrou a marca diária de 175 milhões de transações. “Então, com o Pix, colocamos o Open Finance em cima, o que significa que as pessoas têm como fazer comparações imediatamente sobre a portabilidade de produtos financeiros. E é nisso que estamos trabalhando”, ilustrou.

O avanço obtido até agora, segundo Campos Neto, ainda seria insuficiente para o objetivo do Banco Central, que tinha a intenção de tornar o real mais internacional. Para isso, salientou, seria preciso conectar o sistema local com outros países. “Foi por isso que alteramos toda a regulação de câmbio”, disse.

O último bloco, segundo Campos Neto, é o Drex, o novo nome do real digital. O que a CBDC (sigla em inglês para Moeda Digital do Banco Central) faz e que o Pix não consegue alcançar, continuou, é digitalizar pagamentos.

“A nossa moeda digital é muito diferente do que o que estamos vendo em outros lugares. O que estamos fazendo é tokenizar os depósitos. Então, o banco bloqueia o recurso e isso é outro grau de eficiência”, argumentou, dizendo, que dessa forma, as instituições financeiras poderão securitizar ativos de uma forma melhor de controlar riscos. O banqueiro central voltou a dizer que esse procedimento também é melhor nos casos de registros de contratos.

O presidente do BC também foi questionado sobre o uso de inteligência artificial. De acordo com ele, é um instrumento para melhorar dados e poderes de computadores. A autoridade monetária já usa o learning machine em várias áreas, segundo Campos Neto, para adicionar funcionalidades a vários processos.

“Usamos na análise de dados, que também envolve funções de política monetária, mas achamos que a IA será ainda mais útil quando colocarmos todos os blocos juntos (Pix, Open Finance e Drex), melhorando a vida das pessoas, pois muitas no Brasil não têm educação financeira”, defendeu Campos Neto.

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