Bolsa fecha em alta de 2,29%, aos 83.170,80 pontos, maior nível desde 11 de março

Assim como no dia anterior, o giro financeiro foi consistente, a R$ 25,7 bilhões, com o índice oscilando entre 81.312,89 pontos na mínima e 83.598,01 pontos...

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Por Agência Estado

O Ibovespa conseguiu sustentar a terceira sessão de alta consecutiva, na véspera do encerramento de abril, encaminhando bom fecho para um mês chacoalhado por tensão política e incerteza quanto ao grau de reabertura da economia, em meio a sinais de que a curva do novo coronavírus ainda não atingiu o ápice no País. O principal índice da B3 encerrou esta quarta-feira, 29, em alta de 2,29%, aos 83.170,80 pontos, no maior nível desde 11 de março, quando havia fechado aos 85.171,13 pontos. Agora, o Ibovespa acumula ganho de 13,90% no mês e de 10,41% na semana, cedendo 28,08% no ano.

Assim como no dia anterior, o giro financeiro foi consistente, a R$ 25,7 bilhões, com o índice oscilando entre 81.312,89 pontos na mínima e 83.598,01 pontos na máxima da sessão. A forte recuperação do petróleo, embora ainda em níveis depreciados, também contribuiu para a retomada do apetite por risco. Assim como no dia anterior, as ações da Petrobras tiveram bons ganhos na sessão, de 5,44% (ON) e de 5,51% (PN), enquanto outra blue chip, Vale ON, avançou 4,75%, impulsionada por reação favorável aos resultados da mineradora.

Após a forte progressão do dia anterior, com o balanço do Santander, as ações de bancos tiveram desempenho mais discreto nesta quarta-feira, embora ainda em terreno positivo, após terem se dividido entre leves ganhos e perdas mais cedo. Bradesco ON fechou em alta de 3,87% e Santander, de 3,97%. Na ponta do Ibovespa, CSN fechou em alta de 15,62%, seguida por IRB (+13,89%) e Cogna (+12,25%), enquanto, no lado oposto, Magazine Luiza cedeu 2,28%, Raia Drogasil, 2,18%, e Klabin, 2,17%.

Refletindo a descompressão política no plano doméstico e alguma retomada do apetite por risco no exterior, em meio a novo sinal promissor do laboratório Gilead em desenvolvimento de tratamento para o covid-19, o dólar à vista retrocedeu pelo terceiro dia, negociado a R$ 5,3552, em baixa de 2,90% no fechamento da sessão e acumulando perda de 5,41% até aqui na semana. Em Nova York, os três principais índices fecharam o dia com ganhos entre 2,21% (Dow Jones) e 3,57% (Nasdaq).

No exterior, o mercado reagiu bem ao tom moderado do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, quanto à perspectiva de recuperação da economia americana, que no primeiro trimestre sofreu contração anualizada de 4,8%, a maior desde 2008, no pior momento daquela crise global. Em coletiva após a decisão de política monetária, Powell disse hoje que a recuperação econômica depende muito do sucesso do combate ao coronavírus, e que as medidas de distanciamento social devem ser retiradas de modo gradual, com retomada paulatina do nível de atividade – evitando assim uma “segunda onda” da doença.

“O Fed veio em linha com o que se esperava, mantendo o ‘guidance’ frouxo (para a política monetária)”, em momento em que a falta de novidade neste front acaba sendo recebida como uma boa notícia pelo mercado, que não fez preço nisso, aponta Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. Por aqui, “o retraimento inicial do presidente Bolsonaro em relação à mudança na Polícia Federal, após a liminar do ministro Alexandre de Moraes (do STF), também foi um desdobramento positivo”, contribuindo para acalmar um pouco mais a situação política, acrescenta Vieira. “Assim, a tendência é de que o mercado volte a se concentrar na economia e no coronavírus”, diz.

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