Presidente do Pinheiros diz que comissão estava ciente de dispensas; agente nega

No dia 24 de abril, o presidente do Conselho Deliberativo, Célio Cássio dos Santos, recebeu um ofício que fornece explicações sobre o ocorrido e pede que...

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Por Agência Estado

Um documento interno do Pinheiros, assinado pelo presidente Ivan Castaldi Filho e que o Estado teve acesso após uma diretora responsável pela ouvidora postar em diversas redes sociais e grupos de WhatsApp, colocou mais uma interrogação no processo de dispensa de nove jogadores da equipe profissional do clube da capital paulista.

No dia 24 de abril, o presidente do Conselho Deliberativo, Célio Cássio dos Santos, recebeu um ofício que fornece explicações sobre o ocorrido e pede que o mesmo seja enviado aos conselheiros do Pinheiros. Ivan Castaldi Filho explica que tal atitude foi motivada pela pandemia do novo coronavírus, que gerou incertezas sobre o NBB. A competição foi paralisada no dia 15 de março e uma decisão final será conhecida em 4 de maio.

O presidente do Pinheiros afirma ainda que “o processo foi tratado com máxima transparência” e pontua que os membros da comissão técnica, capitaneada por César Guidetti, participaram dele e foram os responsáveis por manter os jogadores e seus respectivos agentes informados. Ele ainda diz que o telegrama recebido pelos jogadores no dia 14 de abril, e publicado com exclusividade pelo Estado, foi apenas uma formalidade.

A reportagem, no entanto, ouviu outra versão de um agente. Segundo ele, o rumo da conversa entre jogadores, comissão técnica e clube era outro, três dias antes da correspondência ser entregue aos atletas, informando da dispensa.

A negociação era para encontrar uma solução para prorrogar os vínculos em caso de retorno do NBB e que os atletas foram surpreendidos pelo documento. “O Pinheiros tem o direito de não renovar. Mas não foi correto no processo”, afirmou o agente. A mesma explicação foi fornecida pelos atletas ao serem questionados pela reportagem no dia do recebimento da carta desde que o nome não fosse publicado.

O Estado questionou o Pinheiros sobre o documento, mas não recebeu uma posição do clube. O diretor de área de esportes olímpicos e formação, Fabio Ferraro, que tem participado das reuniões da Liga Nacional de Basquete (LNB), também não respondeu nenhuma das mensagens enviadas pelo aplicativo WhatsApp.

Nesta quarta-feira, os jogadores vão até o Pinheiros para realizar o exame demissional, acertar algumas pendências e assinar o documento de rescisão. A baixa na carteira digital (desligamento do empregado da empresa) já foi realizada no dia 14 de abril, data da carta enviada pelo clube. O valor referente ao contrato CLT foi depositado na última sexta.

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