Vieira: Foi uma vitória diplomática do Brasil reunir 12 países em torno da resolução na ONU
“Foi um caso único, uma vitória diplomática, ter conseguido reunir 12 países que uniram forças com o Brasil pedindo que houvesse assistência humanitária, saída de nacionais...
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Por Agência Estado
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira, 18, que, apesar de a proposta de resolução sugerida pelo Brasil sobre a guerra entre Israel e o Hamas ter sido rejeitada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU), foi uma “vitória diplomática” e uma “grande conquista” do País ter reunido 12 votos favoráveis ao texto.
“Foi um caso único, uma vitória diplomática, ter conseguido reunir 12 países que uniram forças com o Brasil pedindo que houvesse assistência humanitária, saída de nacionais brasileiros e de outros países. São cerca de 5 mil estrangeiros querendo sair pela saída de Rafah, esperamos que sejam liberados”, disse o ministro durante audiência na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, presidida por Renan Calheiros (MDB-AL).
Como mostrou mais cedo o Broadcast(sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a proposta de resolução sugerida pelo Brasil, que está na presidência do CSNU no mês de outubro, recebeu 12 votos a favor, incluindo Brasil e China, duas abstenções, mas um voto contra, dos Estados Unidos.
São necessários ao menos nove votos, considerando o total de 15 países que formam o CSNU, para que o projeto de resolução seja aprovado. No entanto, nenhum dos cinco membros permanentes pode vetá-lo. São eles: Estados Unidos, Reino Unido, China, França e Rússia. Com o voto contrário dos EUA, a resolução proposta pela presidência brasileira foi barrada.
Questionado pelos senadores sobre a apresentação de uma outra proposta ao Conselho, o ministro esclareceu que é preciso aguardar uma nova circunstância. “Se acontecer até o final do mês de outubro, tomaremos outra vez a iniciativa e consultaremos todos para construir uma posição comum”, disse.
“Temos que esperar um pouco a evolução dos fatos e ver se há condição de acomodar, tem que ser uma proposta um pouco diferente da atual, porque se repetirmos a mesma proposta, evidentemente terá o mesmo resultado. Então, temos que ver, aproveitar um pouco a situação, ver como será evolução de cada um dos fatos”, continuou o ministro.
Vieira também reforçou que é preciso aguardar mais informações sobre a explosão registrada ontem no hospital Al-Ahli, na cidade de Gaza, que abrigava milhares de civis no fogo cruzado entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Foram registradas centenas de mortos e um número ainda desconhecido de pessoas sob os escombros. O ataque foi discutido nesta manhã pelo Conselho, mas o ministro ainda não teve acesso às resoluções da reunião.
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