
Cascavel: Maioria apoia o Porte de Armas para ‘Cidadãos de Bem’ em defesa do direito à autoproteção
75,8% dos cascavelenses são a favor do porte de armas para "cidadãos de bem" se defenderem...
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Por Redação CGN
O debate sobre o porte de armas, sem dúvida, é um dos temas mais polêmicos na esfera pública nacional. Mas qual é o fundamento moral e filosófico por trás dessa discussão? No século XVII, o filósofo John Locke lançou as bases do direito natural em seu “Segundo Tratado do Governo Civil”. Ele defendeu que um dos direitos inalienáveis do ser humano é o direito à vida. Com isso, a defesa contra agressões externas se torna uma extensão desse direito.
Os argumentos em defesa do porte de armas giram em torno da ideia de que cada cidadão deve ter o direito de proteger sua vida, sua família e seu patrimônio. Entre os defensores, a tese principal acredita que o treinamento adequado pode prevenir acidentes domésticos e que o aumento da criminalidade é devido à noção de que a população está desarmada. Tendo como argumento que apenas “cidadãos de bem”, aqueles sem condenações, detenções ou problemas com a justiça, não possuem armas.
Em contrapartida, os opositores ao porte de armas apontam para os riscos. Para eles, reagir a um assalto pode aumentar o perigo da situação, também se baseiam no fato que ter uma arma em casa pode causar acidentes ou conflitos domésticos e que, em caso de roubo, a arma pode acabar nas mãos de criminosos.
Nesse cenário, o CGN decidiu ouvir a opinião da população de Cascavel. Em pesquisa realizada através do aplicativo CGN, que garante um voto por usuário registrado e validado, descobriu-se que 75,8% dos cascavelenses são a favor do porte de armas para "cidadãos de bem" se defenderem. O principal fundamento é que os criminosos não buscarão armas no mercado legalizado, e que a proibição apenas desarma o cidadão honesto, deixando-o vulnerável.
Contudo, um 24,2% dos entrevistados acredita que mesmo o "cidadão de bem" não deve ter esse direito. Apesar da proibição não eliminar as armas das mãos de criminosos, o fato de pessoas honestas não terem armas é essencial para a segurança da sociedade.
O debate, como visto, é intenso e multifacetado. O que é claro, no entanto, é que a questão transcende a simples posse de uma arma e toca nos direitos fundamentais, na confiança no Estado e na visão de sociedade que queremos construir.
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