MPPR aciona prefeita de Imbaú e empresa contratada diretamente, sem licitação, para realizar serviço de blindagem de carro do Município que custou R$ 73 mil

Em agosto, o Município de Imbaú havia lançado procedimento licitatório para contratação do serviço, ocasião em que o Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para......

Publicado em

Por CGN 1

O Ministério Público do Paraná, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais, ajuizou ação contra a prefeita de Imbaú (município da comarca) e uma empresa. Ambos foram investigados pelo MPPR pela suposta contratação direta da empresa, sem licitação, para blindagem de um veículo do Município utilizado pela prefeita, ao custo de R$ 73 mil.

Em agosto, o Município de Imbaú havia lançado procedimento licitatório para contratação do serviço, ocasião em que o Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para anulação do certame, por considerar que a contratação não atendia o interesse público. A contratação foi justificada pela Secretaria Municipal de Gabinete como necessária para assegurar a segurança da prefeita, que teria recebido ameaças de seu ex-marido. Entretanto, a Promotoria de Justiça sustentou que “as ameaças supostamente sofridas pela Prefeita do Município de Imbaú foram praticadas pelo seu ex-marido no contexto das relações domésticas, isto é, no âmbito da esfera privada […], não guardando relação com o exercício do mandato político”.

Embora o Município tenha acatado a recomendação e anulado o pregão eletrônico para contratação do serviço, o MPPR constatou posteriormente que a empresa já havia realizado, em julho, a blindagem do carro utilizado pela chefe do Executivo – o procedimento licitatório teria sido realizado como simulação para encobrir a contratação direta. O gerente da empresa confirmou que o trabalho havia sido feito antes, a partir de pedido direto da prefeita, que teria ainda solicitado urgência.

O Ministério Público requer na ação que a prefeita seja condenada às sanções previstas na Lei de Improbidade, como ressarcimento dos danos ao erário, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil. Quanto à empresa, pede que receba as penas previstas na Lei Anticorrupção (perdimento de valores obtidos na infração e pagamento de multa, entre outras). Buscando garantir o cumprimento das sanções, o MPPR requer liminarmente a indisponibilidade de bens tanto da prefeita quanto da empresa, nos valores, respectivamente, de R$ 73 mil e R$ 146 mil.

Notícia anterior

14/08/2023 – MPPR expede recomendação para que Município de Imbaú anule licitação para contratação de serviço de blindagem de veículo utilizado pela prefeita

[email protected]

Fonte: MPPR

Notícias Relacionadas:

Ex-prefeito e ex-secretário de Cascavel e duas empresas requeridos são condenados por fraude a licitação que causou prejuízo de R$ 11,5 milhões
Ex-prefeito de Quedas do Iguaçu e seu sobrinho são condenados em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná por prática de nepotismo
Em Curitiba, MPPR aciona por improbidade capitão do Corpo de Bombeiros e empresário investigados por possível desvio de doações para ações humanitárias
Ministério Público do Paraná obtém decisão condenatória de ex-prefeito de São Mateus do Sul, um médico e uma clínica investigados por enriquecimento ilícito
TJPR acolhe recurso do MPPR e condena à perda do cargo dois policiais civis que usaram perfil falso em aplicativo para atrair e extorquir suposto criminoso
Judiciário atende a pedido do MPPR e condena ex-prefeito e ex-secretário de Nova Laranjeiras a ressarcimento de danos por desvio de 81,5 mil litros de óleo diesel
A partir de ação ajuizada pelo MPPR, três terrenos leiloados pela Prefeitura de Matelândia e adquiridos em esquema fraudulento são devolvidos ao Município
Em outro caso de “rachadinha” em Araucária, MPPR obtém condenação de ex-vereador e de ex-assessor, que deverão ressarcir o erário em cerca de R$ 1 milhão
Em resposta à ação do MPPR em Araucária, Judiciário condena por “rachadinha” três agentes públicos, incluindo um atual vereador, condenado à perda do mandato
MPPR ajuíza ação por improbidade contra prefeito de Morretes e secretários por irregularidades na autorização de evento em patrimônio histórico
MPPR ajuíza ação civil contra ex-prefeito de Palmital investigado por contratações irregulares por meio de processos seletivos simplificados
Médico ortopedista que cobrava de pacientes para “furar a fila” do SUS é condenado
MPPR ajuíza ações civis públicas por improbidade administrativa contra o prefeito de Mato Rico, investigado por desvios de recursos públicos na Operação Cercados
Ex-prefeito de Nova Tebas que cursou Medicina enquanto exercia o mandato é réu em ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público
A partir de ação do MPPR, Judiciário condena secretário de Obras e assessor do prefeito de Tunas do Paraná que fizeram uso de bem público para fins particulares
MPPR e Município de São João do Ivaí celebram acordo para que seja leiloado automóvel importado de luxo comprado por R$ 232 mil para uso de ex-prefeita
Gepatria de Londrina ajuíza ações civis públicas contra quatro policiais suspeitos de enriquecimento ilícito e obtém indisponibilidade de bens dos investigados
Ex-prefeito de Quedas do Iguaçu e sua companheira são condenados por ato de improbidade administrativa a partir de ação civil pública ajuizada pelo MPPR
MPPR consegue condenação de ex-prefeito de Foz do Iguaçu e sua esposa, ex-secretária de Saúde, por uso de bens e serviços públicos em benefício próprio
Ex-vice-prefeito de Guaraci denunciado pelo MPPR por enriquecimento ilícito a partir de diárias de viagem é condenado por ato de improbidade administrativa
Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X