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Foto: Divulgação Redes Sociais

Lagarto que morava sozinho dentro de casa abandonada é resgatado após morte de tutores

As informações foram divulgadas pelo investigador da Polícia Civil Pedro Jaremczuk, que é integrante do projeto Paraná Contra Maus-Tratos e responsável pela ação de resgate. Segundo...

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Por Silmara Santos

Foto: Divulgação Redes Sociais

Um lagarto que “morava sozinho” após a morte dos tutores foi resgatado de uma casa abandonada que fica dentro da zona urbana de Castro, nos Campos Gerais do Paraná. O réptil era animal de estimação de dois irmãos idosos que faleceram em 2021, no mesmo dia, em decorrência da covid-19. Desde então, o bichinho chamado de “Kiko” está sozinho no imóvel.

As informações foram divulgadas pelo investigador da Polícia Civil Pedro Jaremczuk, que é integrante do projeto Paraná Contra Maus-Tratos e responsável pela ação de resgate. Segundo ele, o pet é da espécie Teiú. Conforme o Instituto Butantan, trata-se do maior lagarto brasileiro, cujo comprimento pode chegar a até dois metros.

De acordo com o protetor de animais, Kiko possui cerca de sete anos de idade e um metro de comprimento. Ele foi adotado pelos tutores quando ainda era um filhote “com o objetivo de evitar que fosse morto por caçadores e sua ter sua carne consumida”.

“Como o lagarto não sobreviveria caso fosse devolvido à natureza, passou a viver no quintal da residência dos irmãos, na Vila Rio Branco, sendo alimentado por eles. […] Após a perda de seus tutores, Kiko permanecia a maior parte do tempo escondido em uma toca, saindo apenas para tomar sol e coletar alimentos deixados por vizinhos”, explica Jaremczuk.

Captura contou com planos elaborados

Pedro relatou que o projeto Paraná Contra Maus-Tratos soube da existência e das condições do lagarto há cerca de seis meses. “Foi então elaborado um plano de captura [construção de armadilha], transporte e destinação do lagarto para um local apropriado, pois como Kiko não possui os instintos da defesa e da caça, não sobreviveria caso fosse devolvido à natureza”, ressalta.

O protetor de animais ainda lembra que o plano foi finalizado há aproximadamente quatro meses, mas a equipe teve que esperar o período de hibernação do animal. “Não pudemos resgatar antes porque o lagarto hibernou no inverno, ficando aproximadamente 3 meses na toca… Saiu da hibernação recentemente, com o retorno do calor, há 15 dias”, aponta.

E o que houve com Kiko?

Kiko foi levado à organização não-governamental (ONG) Centro de Triagem de Animais Silvestres de Ponta Grossa (CETA), nos Campos Gerais. No local, ele passará por exames veterinários. Em seguida, o lagarto será encaminhado a um terrário em São José dos Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba, onde poderá conviver com outros animais da mesma espécie.

Toda a operação conta com o apoio do Instituto Água e Terra (IAT).

Fonte: TN Online

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