
Transporte coletivo de Curitiba está perto de colapso com os efeitos do coronavírus
O déficit no sistema de transporte soma R$ 47,5 milhões entre 16 de março, quando teve início a queda no número de passageiros, até o dia 12 de abril... ...
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Por Redação CGN
A crise do coronavírus e a decorrente recomendação de isolamento social têm impactado fortemente o transporte coletivo de Curitiba.
Com uma queda da demanda estimada em até 78% na comparação com um dia útil antes da pandemia, as empresas que atuam na cidade acumulam prejuízo e agora os trabalhadores, como motoristas e cobradores de ônibus, já começam a sofrer por conta da situação, com suspensão de contratos, redução da jornada de trabalho (e dos salários) e até mesmo demissões.
De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), o déficit no sistema de transporte soma R$ 47,5 milhões entre 16 de março, quando teve início a queda no número de passageiros, até o dia 12 de abril.
Para comparação, do dia 1º a 15 de março o prejuízo das empresas teria sido de R$ 500 mil. Já no período pós confinamento, entre os dias 16 e 31 de março, o déficit chegou a R$ 27 milhões.
Diretor-executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba, Luiz Alberto Lenz César afirma que as empresas estão suspendendo contratos de trabalho e também admite que já podem ter ocorrido demissões.
“Mas por enquanto não é algo tão expressivo [as demissões], a princípio todos estão suspendendo contratos de trabalho, reduzindo a jornada dos funcionários”, diz ele.
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) confirma ainda sobre as suspensões de contratos e diz estar “acompanhando essas situações de perto”.
Ainda segundo o sindicato dos trabalhadores, não há um número certo de trabalhadores impactados até agora ou mesmo quantas empresas estão adotando essas medidas.
“Mas é um bom porcentual de empresas, as maiores, principalmente. Sabemos que também existem situações em que a jornada está sendo reduzida, mas as situações que mais se destacam são as de suspensão do contrato mesmo”, disse o Sindimoc por meio de sua assessoria de imprensa.
Ainda segundo Lenz César, esse é o pior momento já enfrentado pelas empresas de transporte coletivo da cidade.
“Nós tínhamos uma queda em vista da quantidade de passageiros que usavam ônibus e foram para os aplicativos, mas não era uma queda tão abrupta como essa. Estamos trabalhando com movimento de dia de sábado”, diz ele, afirmando ainda que as empresas temem o colapso do sistema em breve, se não houver recursos públicos para socorrê-las.
Informações do Bem Paraná
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