FUP comemora cancelamento da venda de 4 ativos da Petrobras e pede reversão de privatizações

Base de apoio ao presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, dentro do governo, a FUP demandava o encerramento dos processos de desinvestimento, sobretudo no E&P, desde...

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Por Agência Estado

O cancelamento do processo de desinvestimentos dos polos Urucu (AM) e Bahia-Terra (BA), da participação no campo de gás de Manati (BA) e da Petrobras Operaciones S.A., na Argentina, foi definido pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) como “passo importante” para a reconstrução da estatal. Em nota, a FUP não comenta a decisão da Petrobras de manter os processos de venda de participações em termelétricas a gás.

Base de apoio ao presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, dentro do governo, a FUP demandava o encerramento dos processos de desinvestimento, sobretudo no E&P, desde o início do governo. Em fevereiro, a companhia os colocou em suspenso para análise e, agora, tomou a decisão final de cancelamento.

Para o futuro, em nota, a FUP também pede o retorno à Petrobras de subsidiárias e ativos já privatizados, como a BR Distribuidora, atual Vibra, da Liquigás, gasodutos, e refinarias. A FUP defende que a estatal volte a participar “do poço ao posto”, o que passaria pelo retorno da comercialização e distribuição em todo o Brasil.

Apesar do cancelamento das vendas em curso, nos bastidores a reversão ou recompra de ativos já vendidos é descartada por executivos da Petrobras em função das dificuldades legais envolvidas e da eventual repercussão ruim junto ao mercado.

A decisão desta segunda-feira, relativa a campos de óleo e gás e negócios na Argentina, foi comemorada, em nota, pelo coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacellar, que definiu os ativos como estratégicos e disse que sua manutenção e fortalecimento da Petrobras “faz parte do projeto eleito nas urnas”.

“O fato relevante divulgado hoje ratifica o posicionamento do governo federal e da nova gestão da estatal, de que a empresa volta a cumprir seu papel de desenvolvimento econômico e social”, escreveu Bacellar.

Segundo o dirigente sindical, é preciso ficar claro que estatais “não devem ter o objetivo exclusivo de obter lucro apenas pelo lucro”, porque têm como acionista majoritário o governo federal e, por isso, também teriam compromisso com o desenvolvimento econômico-social do País.

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