Arcabouço: haverá trabalho contínuo de trazer transparência a renúncias fiscais, diz Galípolo

“A transparência sobre essa despesa não é relevante só para o mercado financeiro fazer suas contas e apostas, mas é importante para a sociedade compreender para...

Publicado em

Por Agência Estado

Falando do novo arcabouço fiscal, o diretor de política monetária do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que será necessário um trabalho contínuo de transparência sobre as renúncias fiscais: sobre quais são e quais seus resultados.

“A transparência sobre essa despesa não é relevante só para o mercado financeiro fazer suas contas e apostas, mas é importante para a sociedade compreender para onde está indo o recurso”, disse Galípolo, que relembrou que falas anteriores do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicam uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 600 bilhões que deixam de entrar nos cofres públicos. Ele ponderou que muitas dessas renúncias são legítimas.

Galípolo reiterou que esse é um caminho difícil, mas que precisa ser enfrentado, e que a sociedade fará suas escolhas. “Existem outros lugares onde é possível retirar caso essas medidas não avancem? Com certeza existem”, disse. “O arcabouço é resultado de uma tentativa não de impor qual tamanho o Estado deve ter para a sociedade ou se deveria estar fazendo um ajuste mais para a despesa ou para a receita. O desenho do arcabouço consegue se adaptar a resultados que possam sair das urnas ou da vontade democrática. A única coisa que ele impõe é que as escolhas têm consequências”, emendou.

Arrecadação

Galípolo também afirmou que a vantagem do novo arcabouço fiscal é que ele impõe uma discussão sobre o conflito distributivo e a questão das escolhas.

O diretor do BC defendeu que entre as alternativas apresentadas como possibilidades de aumento de arrecadação, a intenção é menos impor algo e mais fazer um debate “à luz do sol”, para que a sociedade possa compreendê-los.

Galípolo também argumentou que há uma avaliação de que o governo tem se concentrado na arrecadação e não nos gastos, mas que “não consegue enxergar o gasto tributário com um peso menor do que o gasto com a Farmácia Popular e o Bolsa Família”.

Ele afirmou que dentro das expectativas colocadas pelo mercado para o déficit primário de 2024 há um ceticismo em relação à meta do governo de zerar o saldo negativo já no ano que vem, e que isso se reflete no preço de ativos. “Tem outro lado de compensação, que não sei o quanto já está precificado, que é se vier menos receita, como isso irá impactar o gasto”, acrescentou.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X