Após Petrobras, IPCA 2023 sobe de 4,84% a 4,90%; 2024 e 2025 seguem em 3,86% e 3,50%, diz Focus

Para 2024, que tem maior peso nas decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) atualmente, houve manutenção da expectativa em 3,86%. Há um...

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Por Agência Estado

Após o aumento dos combustíveis pela Petrobras na semana passada, a estimativa para a inflação oficial, medida pelo IPCA, em 2023, já fora do horizonte relevante da política monetária, voltou a subir, de 4,84% para 4,90% – mesma mediana de um mês atrás.

Para 2024, que tem maior peso nas decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) atualmente, houve manutenção da expectativa em 3,86%. Há um mês, a mediana era de 3,90%.

Considerando somente as 109 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2023 variou de 4,79% para 4,90%. Para 2024, por sua vez, a projeção de alta cedeu de 3,87% para 3,82%, considerando também 109 atualizações no período.

O Boletim Focus ainda mostrou manutenção da expectativa para 2025, que agora tem peso minoritário nas decisões do Copom. A projeção permaneceu em 3,50%, repetindo a mediana de quatro semanas antes. No horizonte mais longo, de 2026, a estimativa também continuou em 3,50%, mesma mediana de um mês antes.

As estimativas do Boletim Focus continuam acima da meta. Para 2023, a mediana agora voltou a se distanciar do teto da meta (4,75%) e indica estouro do objetivo a ser perseguido pelo BC pelo terceiro ano consecutivo, depois de 2021 e 2022. Nos outros anos, as expectativas estão dentro do intervalo, mas superam o alvo central de 3,0%.

No Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, o BC divulgou projeção de 3,4% para o IPCA de 2024, a mesma da reunião anterior. Para 2025, ficou em 3,0% no modelo, que considerava um primeiro corte de 0,25pp, de 3,1% em junho. Para 2023, a projeção é de 4,9%.

Meses

Os economistas alteraram as expectativas para os resultados mensais do IPCA no Boletim Focus. A mediana para o índice de agosto, por enquanto, mostrou um leve alívio, de 0,26% para 0,25%. Há um mês, a expectativa era de 0,31%.

Já para o IPCA de setembro, a estimativa subiu 0,09 ponto porcentual de uma semana para outra, de 0,28% para 0,37%, contra a mediana de 0,28% um mês antes. Para outubro, por sua vez, a previsão para o indicador continuou em 0,39%, de 0,40% há quatro semanas.

Inflação suavizada

Os economistas do mercado financeiro elevaram no Boletim Focus desta semana a expectativa para a inflação suavizada para os próximos 12 meses, de 4,13% para 4,17%, de 4,18% há um mês.

No fim de junho, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou ao Conselho Monetário Nacional (CMN) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá editar decreto estabelecendo uma meta contínua de inflação a partir de 2025, em substituição à atual meta-calendário. Haddad e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, não deram previsão de quando o ato do Executivo será publicado.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Gustavo Guimarães, defende a continuidade da realização da justificativa sobre o descumprimento da meta uma vez ao ano, mas no caso de o IPCA estourar o teto em qualquer momento durante os 12 meses aferidos.

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