Acordo é questão de equilibrar um jogo que só fez mal ao Rio, diz Paes sobre aeroportos

Paes foi o principal articulador do acordo com o governo federal, que chegou a ficar sob xeque essa semana, mas foi anunciado durante visita do presidente...

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Por Agência Estado

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), comemorou a assinatura, pelo ministro Marcio França, de Portos e Aeroportos, da portaria que restringe o raio de voos do aeroporto Santos Dumont em prol da concentração das rotas no aeroporto internacional do Galeão.

Paes foi o principal articulador do acordo com o governo federal, que chegou a ficar sob xeque essa semana, mas foi anunciado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 10.

Embora o acordo limite o raio de voos do Santos Dumont – e não os restrinja somente a São Paulo e Brasília, como queria Paes -, o arranjo foi lido como uma vitória do político do PSD, que tem boa relação com Lula. Isso porque, nos últimos dias, a Pasta de França havia indicado uma saída via projeto de lei, o que demoraria mais tempo e estaria à mercê de lobbies no Congresso.

“(O acordo) é questão de equilibrar um jogo que só fez mal ao Rio. Uma cidade como o Rio, sem aeroporto internacional, está fadada a se tornar balneário charmoso. Porque junto do passageiro (internacional) vêm empresários para fechar negócios, e as cargas, que valem muito mais”, disse.

Em discurso, França se limitou a comentar que a natureza do acordo seria de portarias, válidas a partir de 2 de janeiro de 2024, mas não deu maiores detalhes. O ministro mencionou a insistência de Paes para o fechamento do acordo e disse que o arranjo vai trazer “muitos voos e passageiros” para o Galeão.

“É um absurdo não ter 5 ou 6 hubs internacionais em país do tamanho do Brasil”, disse Paes.

O prefeito do Rio disse também que a disputa sobre a questão dos aeroportos da cidade começou no governo anterior, quando o então ministério da Infraestrutura, chefiado pelo atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), resistiu a mexer nas condições de operações do Santos Dumont para valorizar sua concessão, planejada à época.

Segundo Paes, naquela época as negociações com o governo federal, por parte do Rio, eram conduzidas pelo governador Cláudio Castro (PL) e a iniciativa de reequilíbrio dos aeroportos pouco avançou. Com a vitória de Lula nas eleições presidenciais, ele teria assumido a dianteira nas conversas, que chegaram ao fim hoje, com alternativa no meio do caminho ante as aspirações de prefeitura e governo do estado. “Tudo que o governo anterior não entendeu, Lula entendeu em uma única reunião”, disse Paes.

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