Dario: Fazenda não vê tabelamento de preço, canetada, como saída para rotativo

“O ministro Fernando Haddad já disse: a Fazenda não vê o tabelamento de preço, a canetada, como solução para isso”, assegurou em entrevista à GloboNews. “De...

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Por Agência Estado

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, refutou nesta quinta-feira, 10, a ideia de que a Pasta defenda a imposição de um limite de taxas de juros para que os bancos cobrem do saldo do chamado rotativo do cartão de crédito, uma ferramenta que tende a ampliar a inadimplência do tomador e sobre a qual foi comentada mais cedo pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante audiência pública no Senado.

“O ministro Fernando Haddad já disse: a Fazenda não vê o tabelamento de preço, a canetada, como solução para isso”, assegurou em entrevista à GloboNews. “De fato, não é por aí que se deve caminhar”, reforçou.

Durigan enfatizou que os próprios agentes do mercado financeiro reconhecem que o juro cobrado nessa modalidade de crédito é muito alto. “A solução é não ter rotativo, e sim, uma hipótese de parcelamento; não ficar rodando e se tornar uma dívida impagável.”

O secretário ressaltou também que é importante que os bancos se autorregulem. “É preciso que tenham esse compromisso, essa visão de que há uma pressão política, uma pressão social para que essas dívidas não inviabilizem a vida das pessoas e, evidentemente, fazendo seu negócio, mas que enderecem um limite por autorregulação dessas dívidas”, defendeu.

Durigan disse que a Fazenda já vem trabalhando com os bancos, com o Banco Central e com o Congresso sobre o tema. “Temos conversado com parlamentares que têm proposto medidas nesse sentido”, disse. “Acho que esses três atores (BC, Fazenda e bancos) têm dialogado de maneira muito construtiva, apontado para a necessidade de uma solução de maneira muito premente”, continuou.

É preciso encontrar uma saída, conforme o secretário, pois, caso contrário, haverá uma “decisão ruim”. “Se qualquer um desses atores tentar limitar (o juro) na marra, acho que não é o melhor caminho”, afirmou, acrescentando que a melhor solução é via diálogo técnico.

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