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Bicicletas compartilhadas: prefeitura cita como referência custo de R$ 14 mil por bicicleta

Segundo o município custo de implantação é de 2500 a 3000 euros......

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Por Mariana Lioto

A prefeitura de Cascavel contratou no início deste ano uma empresa para oferecer o serviço de bicicletas compartilhadas na cidade. Além de cobrar do usuário pela locação das bicicletas, a prefeitura concedeu à empresa vencedora o direito de explorar propaganda nas próprias bicicletas e estações e em mais 30 placas de propaganda com relógio, que já estavam instaladas nas vias em Cascavel.

O Município justificou que incluiu a exploração da propaganda para dar viabilidade ao serviço já que seriam elevados os custos para implantação e manutenção do sistema de compartilhamento de bicicletas.

A CGN questionou o município quais foram os valores de referência utilizados para definir o contrato. 

Segundo a prefeitura, os levantamentos preliminares consideraram dados do IDPT (Instituto de Políticas de Transportes e Desenvolvimento) que demonstram que o custo de implantação por bicicleta ficaria na casa dos 2500 a 3000 euros (no sistema Barcelona), o valor convertido em real é de R$ 14.300 a R$ 17 mil. Em Cascavel serão 56 bicicletas. A proposta é que o usuário pague pelo uso da bicicleta por dia, mês ou ano. As bicicletas ficam em estações automatizadas e serão liberadas pelo CPF. Cada vez que retirar uma bicicleta o usuário pode ficar com ela por uma hora, devolvendo em qualquer uma das estações.

O município de Cascavel disse ainda que um levantamento divulgado pelo Diário Rio indica que a manutenção de 110 bicicletas compartilhadas custavam por mês ao Município de Passo Fundo o montante de R$ 30.000,00, em janeiro do ano passado.

A CGN também questionou qual é o ganho estimado com a publicidade nas placas que a empresa poderá explorar (MUPs). São 30 unidades com duas faces de propaganda (60 faces). Imaginando uma taxa de ocupação de 50% e o valor de locação de R$ 1 mil o potencial de faturamento é de R$ 30 mil, segundo o município.

Pelo contrato firmado com a empresa Mobhis, única empresa que participou da licitação, teria que ter implantado as duas primeiras estações no início deste mês. Segundo o município, no entanto, houve atraso porque o material viria da China.

Desde 2017 a prefeitura fazia propaganda de serviços públicos nas placas de propaganda. Na época o município decidiu não fazer uma nova concorrência para selecionar uma empresa de publicidade para usar os espaços e disse que precisava deste mobiliário urbano para fazer companhas de interesse público. No novo formato, 10% dos espaços serão usados pelo poder público.

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