Fitch: cenário-base é de relaxamento na demanda e no trabalho, mas há risco para juros globais

Coulton falou no evento virtual “Perspectiva Econômica Global: A luta contra a inflação continua”. Ele notou que, entre os possíveis desdobramentos no cenário, estão mais estímulos...

Publicado em

Por Agência Estado

Economista-chefe da Fitch Ratings, Brian Coulton afirmou nesta segunda-feira, 26, que seu cenário-base é de que ocorra uma relaxamento “suficiente” na demanda e no mercado de trabalho, para que a inflação global perca fôlego, o que pode abrir caminho para um relaxamento na política monetária “a partir de setembro ou outubro”. Durante evento da agência, porém, ele advertiu que existe o risco de que nos próximos seis meses o núcleo da inflação continue a se mostrar elevado de modo persistente, o que daria margem para um “cenário bastante assustador para as taxas de juros”.

Coulton falou no evento virtual “Perspectiva Econômica Global: A luta contra a inflação continua”. Ele notou que, entre os possíveis desdobramentos no cenário, estão mais estímulos na China.

A agência vê como mais provável estímulos limitados por Pequim para apoiar a atividade local, mas acrescenta que estímulos mais robustos no país representariam um risco de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) global, com consequentes efeitos na inflação.

Caso a demanda e os gastos se mantenham em níveis acima do previsto, o crescimento global também poderia ser maior, e isso “levaria bancos centrais a elevar juros mais do que prevemos”, apontou o economista-chefe da agência.

Também presente no evento, o diretor da Fitch Robert Ojeda-Sierra lembrou que o atraso nos efeitos da política monetária pode ser de 12 a 18 meses, e acrescentou que o aperto já adotado por bancos centrais “começa agora a ser sentido” entre mercados emergentes.

Ele disse que os preços de produtos caíram rápido, e estão até negativos em alguns países, mas acrescentou que os de serviços mostram-se mais resistentes. Ojeda-Sierra vê ainda as expectativas de inflação ancoradas nos emergentes em geral.

Os bancos centrais nesses países em sua maioria têm mantido a política monetária, apoiando suas moedas, mas há expectativa de cortes de juros adiante, como no México mais para o fim deste ano, exemplificou.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X