
Poeta Wally Salomão é o homenageado do Festival Rio Psiu Poético
Integração Todas as atividades do Psiu são gratuitas e acessíveis ao público. “É a integração com a linguagem literária, com a arte, de forma geral”, afirmou o......
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Por CGN
Em sua primeira edição carioca abrangente, o festival homenageia o poeta Wally Salomão, nascido em Jequié, Bahia, no dia 3 de setembro de 1943, e falecido no Rio de Janeiro, em 5 de maio de 2003. Salomão participou, na década de 1960, do movimento tropicalista, e foi figura importante da contracultura no Brasil nos anos de 1970. Atuou em diversas áreas da cultura brasileira. Escreveu seu primeiro livro Me segura qu'eu vou dar um troço, no Presídio do Carandiru, em São Paulo, onde foi preso durante a ditadura militar. Em 1997, ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura com o livro de poesia Algaravias. O último livro, Pescados Vivos, foi publicado em 2004, após sua morte.
Integração
Todas as atividades do Psiu são gratuitas e acessíveis ao público. “É a integração com a linguagem literária, com a arte, de forma geral”, afirmou o poeta Aroldo Pereira. O evento será aberto oficialmente às 18h, na calçada e nos arredores da Casa do Tá na Rua, Rua Mem de Sá, 35, na Lapa, região central do Rio. Haverá lançamento de livros, sarau e apresentação musical.
“A gente vai concentrar lá e circular com poetas de vários estados. Vamos interagir e chamar as pessoas para o abraço da poesia. A cena poética do Rio estará em peso”, disse Aroldo. Jovens do Ponto de Cultura Fazendo a Diferença em Paquetá vão fotografar o evento.
A programação é intensa e se estenderá até quinta-feira (22) em diversos pontos do Rio. Neste sábado (17), as atividades começam às 11h, junto à estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade (foto), na Avenida Atlântica, Posto 6, em Copacabana, de quem Aroldo Pereira foi vizinho quando garoto. “Vamos dar um abraço nele poeticamente.”
As ações prosseguem partir das 18h, no Centro Cultural da Justiça Federal, na Avenida Rio Branco, 241, no centro. A curadoria é de Tchello d’Barros. Haverá performances de Fernando Gerheim, Gringo Carioca, Igor Fagundes, Lili Balonecker, Lucília Dowsley e Brenda Marques Pena.
O evento tem concentração na segunda-feira (19), no Bar Ernesto, na Rua da Lapa, 41, no centro, ao lado da Sala Cecília Meireles, das 17h30 às 21h30, com apoio da Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro. No dia seguinte (20), o festival chegará às Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), em Botafogo, a partir das 18h.
No último dia do festival, quinta-feira (22), as atividades começarão às 10h, no Ciep 303 Ayrton Senna da Silva, Autoestrada Lagoa-Barra, em São Conrado, onde haverá poesia circular, com participação de estudantes e professores e de poetas visitantes. Serão lançados os livros Pensamentos, despensamentos e etc, de Márcia Ribeiro Joviano; Reminiscências: Contos da Minha Existência, de Nelson Jesus do Nascimento; Perspectivas, Ilusões e Contentamentos, de Juliana Berlim e Livros das Linhas e Futurografia, de João Diniz.
A Biblioteca Parque da Rocinha – C4, na Estrada da Gávea, 454, encerrará o evento, às 18h, com programação que envolve visita guiada, monólogo, sarau e outras ações, além da poesia circular, na qual os alunos poetas são os principais atores da cena. “Todos, inclusive professores, usam a voz dentro desse processo”. Na avaliação de Aroldo Pereira, o festival faz a integração da linguagem cantada, falada e escrita. “Ela se processa de forma geral dentro do festival, que é de arte contemporânea, literalmente”.
Fonte: Agência Brasil
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