OCDE projeta que Fed deixará juros no pico até o segundo semestre de 2024

A análise faz parte do relatório interino de perspectivas econômicas da OCDE, divulgado nesta quarta-feira. Nele, a organização descreve que as projeções assumem uma consolidação fiscal...

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Por Agência Estado

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avalia que a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve ser elevada em 25 pontos-base nos próximos meses. Conforme as projeções da organização, após esse aumento, os juros devem permanecer no pico até o segundo semestre de 2024, quando começam a ser reduzidos.

A análise faz parte do relatório interino de perspectivas econômicas da OCDE, divulgado nesta quarta-feira. Nele, a organização descreve que as projeções assumem uma consolidação fiscal cumulativa de cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo de 2023-24 e avalia que o impacto agregado sobre a demanda das provisões da Lei de Redução da Inflação serão limitadas no período até 2024.

“O governo federal atingiu o limite de endividamento de US$ 31,4 trilhões em janeiro e o Tesouro posteriormente promulgou ‘medidas extraordinárias’ para cumprir obrigações financeiras. Um acordo recente para suspender o limite da dívida até 2025 e limitar os gastos discricionários nos próximos dois anos deverá reduzir os gastos do governo em 0,2% do PIB em 2024”, informa o relatório.

A projeção é que o PIB americano real cresça 1,6% em 2023 e 1,0% em 2024. “A expectativa é que o emprego caia e a taxa de desemprego suba gradualmente para 4,5% em 2024. Com o aperto do mercado diminuindo, o crescimento salarial deve moderar, levando a um declínio gradual na inflação de serviços. No entanto, o núcleo da inflação não deve retornar ao redor da meta de 2% do Federal Reserve antes do final de 2024”, avalia a OCDE.

Aperto monetário em economias desenvolvidas

O relatório interino de perspectivas econômicas da OCDE também recomenda uma política monetária restritiva por mais tempo em economias desenvolvidas. Segundo a organização, é difícil avaliar a velocidade com a qual as pressões inflacionárias devem recuar, ao mesmo tempo em que há “considerável incerteza” em relação ao impacto do aperto monetário já feito.

“Se o aumento das taxas de juros tiver efeitos menores do que o esperado e/ou defasados, ou as pressões de custos moderarem menos rapidamente do que o esperado, ou as empresas tentarem aumentar as margens preço-custo, a inflação será maior que o projetado. Em tais circunstâncias, a política monetária terá de ser ainda mais apertada e talvez mantida restritiva por mais tempo, com implicações negativas para o crescimento e emprego e maiores riscos para a estabilidade”, descreve o relatório.

A OCDE ainda observa que um aperto adicional significativo da política monetária pode aumentar a probabilidade de reavaliação abrupta de preços de ativos e reavaliações de risco nos mercados financeiros. “Condições financeiras globais mais rígidas do que o esperado também podem intensificar as vulnerabilidades nas economias de mercados emergentes, aumentando os custos de serviço da dívida e as saídas de capital e reduzindo a disponibilidade de crédito para tomadores de empréstimos que dependem de credores estrangeiros”, avalia a organização.

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