Ibovespa cai a 109 mil pontos com temor sobre demanda mundial por commodities

O que ajuda a segurar o principal indicador da B3 no campo positivo, são a alta da maioria das bolsas americanas e de algumas ações ligadas...

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Por Agência Estado

Após subir 0,87%, na máxima intradia aos 111.290,69 pontos, o Ibovespa perdeu fôlego há pouco, renovando mínima e testando a marca dos 109 mil pontos, em meio à piora do petróleo, que acelerou o ritmo de queda para quase 4,00%. Além de dúvidas a respeito da assinatura do acordo sobre o teto da dívida dos Estados Unidos, há cautela dos investidores em relação à demanda da commodity.

O que ajuda a segurar o principal indicador da B3 no campo positivo, são a alta da maioria das bolsas americanas e de algumas ações ligadas ao ciclo econômico, diante da expectativa crescente de recuo da Selic em agosto.

“Essas ações é que se destacam em alta. Hoje tivemos o IGP-M”, cita Alan Dias Pimentel, especialista em investimentos da Blue3 Investimentos.

O IGP-M de maio cedeu 1,84%, após queda de 0,95% em abril. O resultado veio no piso no intervalo das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast. A mediana era negativa em 1,61% e o teto apontava para declínio 1,05%.

Além disso, ontem, em evento, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, expressou otimismo com a melhora das expectativas de inflação no longo prazo. Ele destacou que o Brasil entrou em uma “janela em que provavelmente” a queda da inflação vai continuar.

Diante dessa possibilidade, de recuo da Selic e com a inflação forte nos EUA, que eleva a chance de mais altas nos juros americanos, o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, observa que começa-se a tirar atratividade do carry trade. “Força o dólar para cima, ainda mais um dia antes do vencimento da ptax”, diz.

“Já os papéis ligados a commodities caem, caso de Vale e de Petrobras, que dão peso ao Índice Bovespa”, menciona Pimentel.

Conforme o especialista da Blue3, há dúvidas principalmente em relação ao ritmo de crescimento da economia chinesa, após alguns dados de serviços e da indústria mostrarem expansão menor do que a esperada recentemente. “Há muita preocupação com o PMI da China Industrial e de Serviços de maio; saem na noite de hoje”, cita o especialista da Blue3.

“As commodities é que apagaram mesmo a festa. Ainda acho que é por falta de demanda, mundo não cresce, a China não dá sinais de vida”, sintetiza o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

Para o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, ainda há expectativas positivas em relação à China. “Ao meu ver, há espaço de melhora do crescimento ao longo do ano. Ainda que se tenham novos casos de covid, a desaceleração tende a ser menor da economia do que quando houve fechamento total das atividades. Claro, se houver fechamento, é negativo”, avalia.

Os investidores seguem na expectativa de que o acordo sobre o teto da dívida dos Estados Unidos seja assinado amanhã, mas há dúvidas quanto à capacidade de o projeto obter apoio no Congresso do país. Alguns republicanos de linha-dura ameaçaram ontem rejeitar o acordo.

“Isso gera cautela, embora espera-se que seja aprovado, só que em cima da hora. Existe sempre o risco e tem ainda dúvidas a respeito da reunião da Opep+ no começo de junho sobre o mercado de petróleo”, diz o especialista da Blue3.

Às 11h29, o Ibovespa caía 0,91%, aos 109.291,98 pontos, ante mínima aos 109.239,00 pontos (-0,99%), depois de subir 0,87%, aos 111.290,69 pontos (máxima). Vale cedia 1,87% e Petrobrás perdia 0,71% (PN) e -0,90% (ON).

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