Testemunhas falam sobre o que ocorreu antes e depois do atropelamento que matou Daiane de Jesus Oliveira

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Por Fábio Wronski

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O vídeo que mostra o acidente, o qual provocou a morte morte da jovem Daiane de Jesus Oliveira é muito chocante. As imagens já são fortes para quem vê pelo celular ou pelo computador, agora, imagine para quem presenciou o fato.

A equipe da CGN conversou com a família que é testemunha do grave atropelamento com morte, este que se deu em decorrência de uma agressão.

As informações são de que pai, mãe, os dois filhos e uma amiga deles deslocaram até uma balada na madrugada do último domingo (28) para realizarem uma celebração.

Após o evento, eles saíam tranquilamente para o carro, quando se depararam com a mulher caída na rua, no meio do asfalto. Até então, eles não sabiam que a vítima havia sido agredida e principalmente que estava prestes a ser atropelada.

O pai, a mãe e a amiga da família vieram até a redação da CGN para relatarem o que viram de todo o fato e também falarem sobre o momento pós-atropelamento, o qual não foi registrado pelas câmeras.

As testemunhas estão sendo julgadas nas redes sociais por não terem conseguido salvar a mulher do atropelamento, porém, é claro no vídeo e entendendo a história, que elas foram pegas desprevenidas e infelizmente não puderam fazer nada a mais.

O sentimento de tristeza entre eles é notável, justamente por terem presenciado algo terrível, sendo uma morte muito impactante.

A família conta que, até sair à calçada, não tinha conhecimento de que havia ocorrido uma briga no local. Eles não sabiam se a mulher teria se atirado à via, se já havia se envolvido em um acidente, porém, a primeira reação foi tomada após visualizarem o carro saindo do cruzamento e acelerando sentido a eles.

A mulher, que dos três gravou com a reportagem, conta que ao verem que o Golf teria arrancado em alta velocidade, correram para a via, buscando sinalizar o trecho. Ela acredita que o motorista ligou o pisca em direção a eles pra dar um susto e desviar em cima, porém, não viu, apesar do local ser bem iluminado, que a vítima estava caída no asfalto.

Daiane de Jesus Oliveira foi arrastada por mais de 70 metros, sendo que o corpo chegou a ficar preso embaixo do veículo, porém, o motorista parou o carro e acelerou novamente, para tirar o cadáver debaixo do Golf e conseguir fugir.

A família afirma que os seguranças ou a boate não fizeram nada para tentarem resgatar a vítima, acionar a Polícia ou apenas sinalizar o local. A impressão, conforme as testemunhas, é que os funcionários, caso as câmeras não tivessem flagrado todo o episódio, iriam justificar que a vítima se atirou sozinha no asfalto.

Quanto aos comentários sobre a atitude deles, a mulher ressalta que toda a questão é muito traumática e eles se perguntam se tivessem saído um pouco antes, poderiam ter feito algo a mais.

Por conta própria, os cinco deslocaram até a Delegacia de Polícia Civil onde prestaram depoimento sobre o fato, contando com detalhes o que viram antes e depois do acidente.

Em relação ao motorista, que segue foragido, eles não sabem o que pode ter ocorrido, pois ele parou o carro e fez de tudo para tirar o corpo debaixo do carro para conseguir fugir.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Cascavel, sendo que os seguranças e demais funcionários da casa noturna serão ouvidos. O motorista do Golf, o qual já foi identificado, ainda não se apresentou à Polícia.

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