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NATIONAL POLICE SERVICE/Divulgação

Seita da fome: Pastor é preso após mais de 100 fiéis morrerem em decorrência de jejum extremo

De acordo com a imprensa do Quênia, Paul estava preso desde 14 de abril e compareceu a um tribunal do país para ouvir a acusação e pedir...

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Por Diego Cavalcante

NATIONAL POLICE SERVICE/Divulgação

O pastor queniano Paul Mackenzie, apontado como líder da chamada seita da fome, ou do jejum, responderá por ato de terrorismo. O homem foi preso nesta terça-feira (2) depois que mais de 100 pessoas morreram de fome, incentivadas por ele a fazer jejum total com o objetivo de “encontrar Jesus”.

De acordo com a imprensa do Quênia, Paul estava preso desde 14 de abril e compareceu a um tribunal do país para ouvir a acusação e pedir que o processo contra ele fosse retirado. O líder da Igreja Internacional da Boa Nova recebeu a libertação, mas foi detido novamente por conta das novas acusações.

Nas últimas semanas, autoridades do Quênia se mobilizaram para impedir que mais pessoas morressem em decorrência de jejuns extremos. A maioria dos corpos foram encontrados em uma vala comum e as autoridades explicam que quase todos morreram de fome, enquanto outros tinham sinais de asfixia.

Além de Paul, outras seis pessoas envolvidas na seita foram detidas. A prisão do grupo gerou comoção por parte de familiares de mortos, que comemoraram a decisão da justiça que prendeu o pastor.

Mais vítimas

Agora, as autoridades do Quênia buscam por novas vítimas do que consideram uma “lavagem cerebral” realizada por Paul e outros integrantes da seita. A Cruz Vermelha estima que pelo menos 110 crianças estejam desaparecidas e que o sumiço delas tenham relação com a seita de Paul.

Ao todo, as autoridades projetam que mais de 200 pessoas podem ter morrido em decorrência do culto e o caso tem sido chamado no país de “massacre da floresta de Shakahola”. A floresta foi um dos locais em que mais pessoas foram encontradas jejuando – algumas delas foram encontradas vivas, mas se recusaram a receber ajuda e foram levadas para hospitais da região à força por se recusarem a comer.

Fonte: Bhaz

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