Orlando Silva acusa big techs de ‘ação suja’ e ‘sabotagem’ contra PL das Fakes News

“Nunca vi tanta sujeira em uma disputa política. O Google, por exemplo, usa sua força majoritária no mercado para ampliar o alcance das posições de quem...

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Por Agência Estado

O relator do projeto de lei das Fake News na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), acusou as big techs de empreenderem uma “ação suja” para sabotar as discussões sobre o texto. A proposta, que regulamenta as plataformas digitais e estabelece obrigações aos provedores de redes sociais, sofre forte resistência das grandes empresas de tecnologia, que iniciaram uma ação junto a parlamentares para evitar a votação da matéria e desidratar o texto final.

“Nunca vi tanta sujeira em uma disputa política. O Google, por exemplo, usa sua força majoritária no mercado para ampliar o alcance das posições de quem é contra o projeto e diminuir de quem é favorável ao projeto. Os Sleeping Giants tiveram redução brutal de alcance no Twitter da noite para o dia”, reclamou o deputado em entrevista a jornalistas ao chegar para participar do ato unificado das centrais sindicais pelo Dia do Trabalhador, nesta segunda-feira, 1º de maio.

Segundo Silva, as big techs utilizam a “força econômica para distorcer o debate político” e têm até “constrangido” influenciadores digitais a se posicionarem sobre o projeto, para barrá-lo “custe o que custar”.

“Eles usam a força econômica e a presença no mercado para distorcer o debate político. Essas empresas estão em um trabalho de sabotagem, tentando articular uma resistência custe o que custar. Eles não estão economizando, estão usando o poder econômico, a estrutura pública e estão constrangendo influenciadores. Eu tenho notícia de influenciadores que estão sendo constrangidos a se posicionar publicamente sobre o projeto”, disse o parlamentar.

A ação das big techs nos bastidores e a resistência de setores da oposição têm interferido na tramitação da votação do projeto. Na semana passada, a Câmara chegou a aprovar requerimento para que a proposta tramite em regime de urgência, ou seja, vá direto ao plenário sem passar por comissões.

A margem apertada da votação, no entanto, acendeu alerta no governo e no presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que temem não conseguir aprová-lo. O

Republicanos já anunciou posição contrária à proposta. O partido tem ligações com a Igreja Universal e muitos de seus parlamentares são evangélicos, setor que se opõe ao projeto.

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