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Marcha da Maconha reúne manifestantes a favor da legalização em Curitiba

O ato iniciou na Boca Maldita e seguiu até a Praça 19 de Dezembro......

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Por Ricardo Oliveira

Milhares de manifestantes se reuniram, na tarde deste sábado (2), na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, para a Marcha da Maconha em defesa da legalização e por uma nova política de drogas em todo o país.

O tema desta edição foi “Legalizar salva vidas” e os participantes realizaram um trajeto até a Praça 19 de Dezembro segurando faixas e cartazes.

De acordo com Mauro Leno, um dos organizadores do evento, o ato é pacífico, sem nunca ter tido episódios de vandalismo, e todos os anos a prefeitura é notificada sobre o trajeto que será feito pelos manifestantes.

Diferente de outras edições, desta vez a marcha foi marcada para um sábado, por conta do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que acontece neste domingo (3). “A gente normalmente faz no domingo, mas como a amanhã tem o Enem também, não seria legal fazer dois eventos dessa dimensão no mesmo dia, por isso puxamos para o Dia dos Finados. Até mesmo porque nós trabalhamos esse ano com essa questão de todas as pessoas que são mortas na injusta guerra às drogas”, explicou o organizador.

“Essa guerra às drogas causa mais danos do que ela pretende minorar. A marcha se propõem então a trazer esse debate sobre segurança pública”, completou Leno.

Já o militante James Kava salienta a importância da marcha para a discussão sobre o uso medicinal da maconha. “A cannabis tem diversos componentes medicinais, um que está sendo bastante discutido na mídia é o canabidiol, que hoje é um medicamento utilizado para diversas doenças, como alzheimer, parkinson e para epilepsia refratária em crianças, por exemplo. E ainda existem tantos outros benefícios da cannabis que poderíamos estar investigando mais a fundo se não houvesse a proibição”, disse Kava que acredita que o Brasil será um dos maiores mercados de maconha medicinal do mundo.

“Não estamos atrasados, o Brasil é hoje um cenário onde se esta debatendo muito a maconha medicinal e vai ser um dos maiores mercados do mundo nesse setor”, afirma o militante.

Kava defende ainda que a melhor forma de lidar com a questão das drogas é tendo informação de qualidade. “As drogas sempre estiveram presentes e temos que entender que essa relação vai acontecer em algum momento da vida. A melhor maneira da pessoa estar atenta a isso é com informação qualificada sobre o assunto”, defendeu ele.

Pela primeira vez a Marcha da Maconha está tendo duas edições no mesmo ano, já que uma outra edição já foi organizada em junho.

O texto é da Banda B.


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