Saldo total da carteira de crédito deve subir 1,1% em março, projeta Febraban

Um dos destaques, segundo a entidade, é a estimativa de alta para o crédito destinado às famílias, que deve avançar 1,1%, liderado pela carteira direcionada (+1,5%),...

Publicado em

Por Agência Estado

O saldo total da carteira de crédito deverá voltar a crescer em março, com alta de 1,1%, após dois meses seguidos de ligeira contração, revela a Pesquisa Especial de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Um dos destaques, segundo a entidade, é a estimativa de alta para o crédito destinado às famílias, que deve avançar 1,1%, liderado pela carteira direcionada (+1,5%), com forte performance dos créditos rural e imobiliário. Já a carteira livre deve crescer 0,8%, recuperando algum fôlego após ficar estável no mês anterior, estima a federação.

A Febraban explica que as projeções são feitas com base em dados consolidados dos principais bancos do País e a pesquisa é divulgada mensalmente como uma prévia da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que será divulgada em 26 de abril.

Outro destaque da alta de março deve vir da carteira voltada à pessoa jurídica, com estimativa de crescimento de 0,9%. O avanço deve ser puxado pela carteira Livre (+1,2%), com alguma recuperação em março, após o impacto negativo em fevereiro decorrente do episódio das Lojas Americanas.

De acordo com o levantamento, a sazonalidade positiva das linhas de fluxo de caixa, típica no fechamento de trimestre, também deve contribuir para o resultado. Ainda assim, o crescimento deve vir abaixo da média do período, levando a uma nova desaceleração em 12 meses, de 4,9% para 4,6% na carteira PJ livre.

Na carteira direcionada, a alta deve ser mais modesta (+0,4%), embora suficiente para sustentar a aceleração do ritmo de expansão anual, tendência observada desde o 2º semestre de 2022. No caso, o ritmo da expansão deve subir de 7,7% para 8,0%, respondendo à reedição dos programas públicos e ganho de tração das linhas com recursos do BNDES.

Para o diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, Rubens Sardenberg, apesar do avanço no mês, o ritmo de expansão anual da carteira deve seguir em desaceleração, passando de 12,6% para 12,3%. “Isso reforça a perspectiva de um crescimento nominal mais modesto do crédito em 2023 devido a um cenário de maior inadimplência e desaceleração econômica, que normalmente tornam as concessões mais seletivas”, avalia.

Concessões

A Pesquisa Especial de Crédito revela que as concessões em março deverão apresentar um crescimento de 22,4%, devido ao maior número de dias úteis ante fevereiro e da sazonalidade positiva de algumas modalidades. Quando ajustado por dias úteis, a alta deve ser de 1,1%, um valor relativamente baixo para o padrão histórico do mês.

Já no cenário de 12 meses, o volume de concessões deve recuar de 17,0% para 14,7%, influenciado pela perda de ímpeto das operações com recursos livres (de 16,8% para 14,1%), mais aderente às condições econômicas e seguindo tendência de acomodação, cenário já previsto pela pesquisa em outras edições.

O destaque deverá ficar para as concessões às empresas, com alta de 5,5% (já ajustado), com sinais de recuperação das linhas mais afetadas pelo caso Americanas, mas ainda com um volume abaixo da média histórica.

Devido ao cenário de maior inadimplência e desaceleração econômica, as concessões voltadas às famílias devem retrair 2,1% (também ajustadas). A paralisação temporária da oferta de crédito consignado do INSS (após a redução dos juros da modalidade) também pode ter afetado negativamente o desempenho do mês.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X