Piora externa por avanço de coronavírus contamina B3, que cai mais de 4%

As bolsas europeias e as de Nova York já têm queda de no mínimo 2%. No Brasil, além do externo, a instabilidade política também deve continuar...

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Por Agência Estado

Preocupações acerca do avanço do coronavírus nos Estados Unidos devem-se sobrepor na B3 às medidas anunciadas no Brasil, como a aprovação na Câmara do projeto que destina R$ 600 para os trabalhadores informais durante a crise da pandemia, liberação de recursos para o setor de bares e restaurantes, redução de juros e ajuda de cerca de R$ 33 bilhões da Caixa. As notícias de que os EUA assumiram a liderança mundial com mais de 82 mil casos da covid-19, à frente de China e Itália, e a de que o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, ter testado positivo para o vírus já atingem os mercados internacionais nesta sexta, depois de uma semana intensa de informações.

As bolsas europeias e as de Nova York já têm queda de no mínimo 2%. No Brasil, além do externo, a instabilidade política também deve continuar sendo monitorada pelos investidores.

O Ibovespa não escapa de uma sexta-feira de baixa. Às 11h09, caía 4,42%, aos 74.274,52 pontos.

Ainda assim, o principal índice à vista da B3 sugere ter condições de fechar a semana em alta, depois de uma série de cinco quedas semanais consecutivas. Até o horário citado acima, acumulava alta de 10,62%, mas perdas de mais de quase 29% este mês.

“O dia será de ressaca ontem, Ibovespa fechou em alta pelo terceiro dia seguido). O petróleo também está caindo, por conta de expectativa de redução na demanda”, avalia o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus. Conforme Laatus, o fato de os EUA passarem a ser o epicentro de coronavírus chama bastante atenção. Isso, avalia, pode fazer com que o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) tenha de tomar novos incentivos, quem sabe até “medidas mais drásticas”, cita.

O pedido em carta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, aos norte-americanos, para que fiquem em casa, é uma boa notícia depois de autoridade ter recomendado a volta das pessoas ao trabalho. Laatus lembra que os dados da economia, em especial de auxílio-desemprego informado ontem, mostra um cenário ruim e que deve, conforme ele, ser reforçado na semana que vem pelo indicador oficial de emprego, o payroll, de abril.

Quanto às medidas anunciadas no Brasil, o estrategista-chefe da Laatus avalia que são positivas, mas que ainda são tímidas e que, por ora, o exterior é que deve determinar o rumo dos mercados locais. “Ainda falta articulação política para que as medidas que forem tomadas sejam as melhores possíveis.”

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