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Alunos pertencente a tribo Kaingangue, estudando no Colégio Estadual Indígena, Benedito Rokag, na reserva indígena de Apucaraninha, norte do Paraná. Apucaraninha, 20-02-13. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Estado destina R$ 2,4 milhões para indígenas e quilombolas

O recurso, já deliberado e aprovado em reunião ordinária, vai ser destinado à alimentação e itens de higiene a infância para 36 núcleos quilombolas existentes no Paraná...

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Por Fábio Wronski

Alunos pertencente a tribo Kaingangue, estudando no Colégio Estadual Indígena, Benedito Rokag, na reserva indígena de Apucaraninha, norte do Paraná. Apucaraninha, 20-02-13. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

A Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho providenciou junto ao Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), por causa da pandemia, recursos no valor de R$ 2,4 milhões para auxiliar crianças e adolescentes originários de comunidades indígenas e de famílias de quilombolas.

O recurso, já deliberado e aprovado em reunião ordinária, vai ser destinado à alimentação e itens de higiene a infância para 36 núcleos quilombolas existentes no Paraná e já reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares, que vivem em lugares de difícil acesso. Também vai contemplar os povos indígenas das etnias Guarani, Caingangue e Xetá, que vivem nas 17 aldeias já demarcadas pelo governo federal no Paraná.

 “Estamos liberando esse recurso do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) para aplicação em ações que permitam a preservação das necessidades básicas destas crianças, respeitando as características culturais das suas comunidade,” afirmou o secretário Ney Leprevost. 

Para a presidente do Cedca, Angela Mendonça, este é um marco na destinação de recursos. “Pelo processo histórico e condições específicas de pobreza e desigualdade, as crianças e adolescentes de povos tradicionais acabaram vivendo em isolamento geográfico e/ou cultural, tendo pouco acesso às políticas públicas de cunho universal, o que lhes colocou em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica, além de serem alvos de discriminação racial, étnica e religiosa’’, disse.

Segundo ela, o Paraná sai na frente como exemplo de cidadania e inclusão, deliberando recursos para a formulação e proposição de estratégias e articulação de políticas públicas e serviços para o atendimento e para a promoção, proteção e defesa dos direitos também destas crianças e dos adolescentes.

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