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Homem que perseguiu jornalista da Record tentou presenteá-la com chocolate e carne moída

Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (22), o delegado Ângelo Ramalho Alvarez, da 1ª Delegacia de Crimes Cibernéticos, conta que o investigado interpretava tudo o que...

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Por Diego Cavalcante

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O homem de 42 anos preso nessa terça-feira (21) por perseguição a uma apresentadora da Record de Belo Horizonte já tentou presenteá-la com flores, chocolates e até um saco de carne moída. Mônica Fonseca procurou a delegacia nesse mês para denunciar o “maníaco” que a importunava pelas redes sociais e que já tentou encontrá-la, diversas vezes, na porta da emissora.

Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (22), o delegado Ângelo Ramalho Alvarez, da 1ª Delegacia de Crimes Cibernéticos, conta que o investigado interpretava tudo o que era dito e publicado pela jornalista em redes sociais como possíveis “recados” para ele.

“A apresentadora disse que estava sofrendo essa perseguição desde novembro, até então, pelas redes sociais. A gente conseguiu identificar esse autor e que ele ainda buscava ter contato com ela presencialmente, indo ao local de trabalho dela. Dentro desse contexto, conseguimos notar que ele tem um perfil agressivo. Na delegacia ele próprio de intitulou como ‘caçador’”, explica Ângelo.

Homem envia carta em que cita ‘carnificina’

Além dos presentes não requisitados, o autor ainda escreveu uma carta a próprio punho com o objetivo de amedrontar a jornalista. No recado, o homem diz que seria capaz até de fazer uma “carnificina” para “tê-la” com ele.

“Essa carta foi deixada no local em que ela fazia as refeições. Na carta falava sobre fazer ‘carnificina’, o que a gente relaciona com a carne moída que foi enviada para ela em forma de presente e também a mensagens em que ele dizia que iria ‘consumir a própria carne’”, conta o investigador.

Quando foi preso, na tarde de ontem, o homem portava uma rosa e chocolates que pretendia dar de presente para Mônica. Ele foi preso em flagrante e deve ter a prisão revertida em preventiva. Aos policiais, o homem se disse morar em uma cobertura e que é produtor de TV, mas a polícia ainda não conseguiu confirmar a fonte de renda dele.

“Ele tem bastante passagens anteriores. Narra-se em um boletim de ocorrência em que ele já foi abordado em um contexto de perseguição em mais de um shopping. Ele já teria ido a uma prefeitura de um município próximo em que também narrou a vontade de estar com uma pessoa”, detalha o delegado.

Apresentadora da Record Minas se pronuncia e agradece apoio após ‘stalker’ ser preso

A jornalista Mônica Fonseca, da Record Minas, veio a público para se pronunciar sobre a perseguição que sofreu de um homem de 42 anos, preso nesta semana. Em post compartilhado nas redes sociais nessa quarta-feira (22), ela agradeceu pelas mensagens de apoio que recebeu e deixou um alerta a outras mulheres. A apresentadora do quadro “A Hora da Venenosa” era perseguida pelo “stalker” nas redes sociais e até na porta da emissora.

“Eu tive dias muito intensos, muito tensos e decidi não explanar o que estava acontecendo, nem eu nem a TV Record, até para a polícia poder trabalhar melhor”, disse Mônica. Ela contou ainda que foi mais difícil encarar a situação estando longe da família.

No vídeo, a jornalista contou ainda que procurou a polícia assim que tomou conhecimento da perseguição, mas que nesse momento, o caso já havia escalado. “A polícia começou a investigar mais esse homem, que passou a me perseguir e passou a ameaçar não só a minha integridade, mas também a do meu filho”, disse.

Mônica aproveitou a oportunidade para agradecer também pelo trabalho da polícia e revelou que nem mesmo a família e amigos próximos dela sabiam da situação: “O delegado me segurou pela mão, não me deixou sozinha, não me desamparou em nenhum minuto e me deu confiança de que a gente iria resolver isso da melhor forma possível”.

Alerta

“Tô bem, tô em segurança, tá tudo certo. E o motivo de eu ter me afastado das redes sociais, ter postado menos a minha rotina, com quem eu estava, onde eu estava, foi justamente por causa disso, por uma questão de segurança”, continuou Mônica.

Por fim, a apresentadora da Record Minas deixou um alerta para outras mulheres que estão passando por situações parecidas: “Que procurem a polícia, que façam o boletim de ocorrência. É algo que mexe com a gente, mexe no nosso psicológico, ativa nossa ansiedade e deixa a gente desestabilizada e a gente não pode, a gente não merece isso, a gente não pode perder nossa liberdade por causa disso”.

Fonte: Bhaz

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