CNA orienta setor agropecuário a conversar com prefeituras para manter operação

A confederação orientou produtores, indústrias e revendas a argumentar junto aos governos municipais que o decreto presidencial 10.282 resguarda atividades essenciais em períodos de estado de...

Publicado em

Por Agência Estado

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está orientando o setor agropecuário nos municípios a conversar com prefeituras que impuseram eventual fechamento de agroindústrias ou comércio de insumos em virtude da pandemia de coronavírus para tentar reverter a decisão. Caso não haja diálogo, a entidade não descarta medidas judiciais, disse ao Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o chefe da assessoria jurídica da CNA, Rudy Ferraz.

A confederação orientou produtores, indústrias e revendas a argumentar junto aos governos municipais que o decreto presidencial 10.282 resguarda atividades essenciais em períodos de estado de calamidade.

Dentre as atividades essenciais estão distribuição, comercialização e produção bem como insumos para a cadeia de alimentos, segundo Ferraz.

“A ideia é que qualquer ato municipal que eventualmente busque restringir o alcance ou a atividade desse setor possa ser revisado com base nessas informações, sob pena de ser eventualmente judicializado”, disse o representante da CNA.

Embora tenha deixado a cargo dos próprios produtores e empresas o contato com os governos municipais, a CNA enviou carta à Confederação Nacional de Municípios (CNM) pedindo que recomende aos municípios observar a legislação federal sobre o tema “para que se garanta o pleno abastecimento à população”.

Segundo Ferraz, em caso de necessidade de ações judiciais, elas devem ficar a cargo dos produtores e empresas que atuam nos municípios afetados, mas, se isso “se propagar pelo País”, também a cargo da própria CNA. “Mas as prefeituras estão sendo bem sensíveis à nova norma e a nossa expectativa é de que elas revoguem ou façam adequações seguindo o decreto federal.”

Segundo Ferraz, a maioria dos atos municipais é anterior ao decreto, publicado na sexta-feira.

Ferraz lembrou que já há decisões judiciais favoráveis à abertura de estabelecimentos no caso de frigoríficos de Santa Catarina e de esmagadoras em Rondonópolis (MT). “Em Santa Catarina, o Tribunal Regional do Trabalho cassou a decisão que proibia o funcionamento dos frigoríficos. Em Rondonópolis (MT) também já há decisões judiciais das tradings garantindo o pleno funcionamento”, disse.

Outra preocupação dos produtores, do transporte interestadual de grãos saídos de armazéns, também é coberta pela medida do governo federal, segundo ele. “Todos os insumos ou derivados da cadeia produtiva de alimentos estão resguardados pelo decreto que visa o livre trânsito, seja transporte de cargas em geral, seja de insumos e produtos que são base de alimentos para a população.”

A CNA abriu na segunda-feira, 23, um canal no Whatsapp para produtores e agroindústrias. Do ponto de vista jurídico, até o momento essa tem sido a principal preocupação. “Temos agora um canal direto de contato com produtores e agroindústrias para informar que façam a interlocução com as prefeituras para buscar um diálogo e adequar os atos municipais ao decreto federal. Não havendo essa adequação, naturalmente serão judicializados como ocorreu em Santa Catarina e Rondonópolis.”

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X