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Caso Liliane Pereira Dias e Diego Leonardo Joca: Condenados por homicídio qualificado e fraude processual

Liliane e a vítima Cleuton Batista de Sousa eram primos. Liliane pegou dinheiro emprestado com Cleuton, mas deixou de pagar a dívida e começou a ser cobrada pelo primo...

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Por Redação CGN

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Os réus Liliane Pereira Dias e Diego Leonardo Joca foram condenados pelo Tribunal do Júri de Santa Maria por homicídio qualificado e fraude processual. O crime chocou a população da região e agora, após o julgamento, a justiça finalmente foi feita.

O crime hediondo

Segundo a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Liliane e a vítima Cleuton Batista de Sousa eram primos. Liliane pegou dinheiro emprestado com Cleuton, mas deixou de pagar a dívida e começou a ser cobrada pelo primo. Insatisfeita com as cobranças, Liliane planejou matá-lo e contou com a ajuda de Diego, a quem prometeu favores amorosos após o crime.

No dia 17 de dezembro de 2021, Liliane dirigiu o carro até o encontro com Cleuton, com Diego escondido no banco traseiro. Ao embarcar no automóvel, Cleuton foi atacado com golpes de faca por Diego. O corpo foi abandonado em um matagal e só foi localizado no dia 28 de dezembro de 2021. No dia seguinte ao crime, os réus levaram o veículo a um lava-jato com a intenção de desfazer dos vestígios de sangue e induzir a erro a atividade pericial.

O julgamento

A sessão de julgamento iniciada no último dia 8 foi finalizada na madrugada do dia 9 de março. O Juiz Presidente do Júri observou que o crime foi praticado em concurso de agentes, com divisão elaborada de tarefas para garantir a execução do crime, a disposição do corpo da vítima e a fuga rápida e segura do local dos fatos.

Diego foi condenado como autor do homicídio qualificado pelo motivo torpe e pela surpresa contra a vítima Cleuton Batista de Sousa, além do crime de fraude processual. Já Liliane foi condenada como participante do homicídio qualificado e também pelo crime de fraude processual.

A condenação

Diego irá cumprir a pena de 16 anos e seis meses de prisão, seis meses de detenção e multa. Já Liliane irá cumprir a pena de 21 anos de reclusão, seis meses de detenção e multa. Ambos os réus deverão cumprir as penas de reclusão inicialmente no regime fechado e as penas de detenção no regime aberto.

Os condenados não poderão recorrer em liberdade. “Permanecem íntegros os fundamentos que ensejaram a sua custódia cautelar. Faz-se de rigor promover a garantia da ordem pública, em vista da periculosidade dos condenados, decorrente da gravidade em concreto da conduta e do modus operandi empregado”, afirmou o juiz.

Consequências do crime

O magistrado observou que o crime teve consequências graves para a família de Cleuton: “A vítima deixou um filho adolescente órfão de pai e sem amparo, sendo tolhido da convivência e dos efeitos de uma figura paterna, gerando sequelas psíquicas decorrentes da perda traumática que podem durar toda a vida. A par disso, agrega-se o sofrimento da mãe da vítima, que perdeu seu único filho e principal suporte”.

Liliane, que era prima da vítima, premeditou o crime com uma frieza assustadora, ignorando todo o histórico de ajuda e apoio que Cleuton lhe ofereceu ao longo da vida. O julgamento e a condenação dos réus trouxeram um pouco de justiça para a família enlutada, mas não é possível apagar a dor e a tristeza causadas pelo crime brutal.

Informações do TJDF.

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